sábado, 27 de novembro de 2021

 

PARÓQUIAS DE NISA 

 

Domingo, 28 de novembro de 2021

 

I domingo do Advento

 

 

LITURGIA

 

 

DOMINGO I DO ADVENTO

Roxo – Ofício próprio (Semana I do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Credo, pf. I do Advento.

Toma-se o Lecionário dominical do Ano C

L 1 Jer 33, 14, 16; Sal 24 (25), 4bc-5ab. 8-9. 10 e 14
L2 1 Tes 3, 12 – 4, 2
Ev Lc 21, 25-28. 34-36

* As Missas deste Tempo Litúrgico não têm Glória.
* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* Na Arquidiocese de Évora – Ofertório para a Pastoral Diocesana.
* II Vésp. do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

MISSA

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 24, 1-3
Para Vós, Senhor, elevo a minha alma.
Meu Deus, em Vós confio.
Não seja confundido nem de mim escarneçam os inimigos.
Não serão confundidos os que esperam em Vós.


ORAÇÃO COLECTA
Despertai, Senhor, nos vossos fiéis
a vontade firme de se prepararem,
pela prática das boas obras,
para ir ao encontro de Cristo,
de modo que, chamados um dia à sua direita,
mereçam alcançar o reino dos Céus.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Jer 33, 14-16
«Farei germinar para David um rebento de justiça»


Leitura do Livro de Jeremias


Eis o que diz o Senhor: «Dias virão, em que cumprirei a promessa que fiz à casa de Israel e à casa de Judá: Naqueles dias, naquele tempo, farei germinar para David um rebento de justiça que exercerá o direito e a justiça na terra. Naqueles dias, o reino de Judá será salvo e Jerusalém viverá em segurança. Este é o nome que chamarão à cidade: ‘O Senhor é a nossa justiça’».


Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 24 (25), 4bc-5ab.8-9.10.14 (R.1b)
Refrão: Para Vós, Senhor, elevo a minha alma. Repete-se

Mostrai-me, Senhor, os vossos caminhos,
ensinai-me as vossas veredas.
Guiai-me na vossa verdade e ensinai-me,
porque Vós sois Deus, meu Salvador. Refrão

O Senhor é bom e reto,
ensina o caminho aos pecadores.
Orienta os humildes na justiça
e dá-lhes a conhecer os seus caminhos. Refrão

Os caminhos do Senhor são misericórdia e fidelidade
para os que guardam a sua aliança e os seus preceitos.
O Senhor trata com familiaridade os que O temem
e dá-lhes a conhecer a sua aliança. Refrão


LEITURA II 1 Tes 3, 12 – 4, 2
«O Senhor confirme os vossos corações no dia de Cristo»


Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Tessalonicenses

Irmãos: O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos, tal como nós a temos tido para convosco. O Senhor confirme os vossos corações numa santidade irrepreensível, diante de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de Jesus, nosso Senhor, pcom todos os santos. Finalmente, irmãos, eis o que vos pedimos e recomendamos no Senhor Jesus: recebestes de nós instruções sobre o modo como deveis proceder para agradar a Deus e assim estais procedendo; mas deveis progredir ainda mais. Conheceis bem as normas que vos demos da parte do Senhor Jesus.


Palavra do Senhor.


ALELUIA Salmo 84, 8
Refrão: Aleluia. Repete-se
Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia
e dai-nos a vossa salvação. Refrão


EVANGELHO Lc 21, 25-28.34-36
«A vossa libertação está próxima»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas. Então, hão de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima. Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados pela intemperança, a embriaguez e as preocupações da vida, e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha, pois ele atingirá todos os que habitam a face da terra. Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para que possais livrar-vos de tudo o que vai acontecer e comparecer diante do Filho do homem».


Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor, estes dons
que recebemos da vossa bondade
e fazei que os sagrados mistérios
que celebramos no tempo presente
sejam para nós penhor de salvação eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio do Advento I


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 84, 13
O Senhor nos dará todos os bens
e a nossa terra produzirá o seu fruto.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Fazei frutificar em nós, Senhor,
os mistérios que celebramos,
pelos quais, durante a nossa vida na terra,
nos ensinais a amar os bens do Céu
e a viver para os valores eternos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

MÉTODO DE ORAÇÃO BÍBLICA

 

 

1. Leitura:  - Lê, respeita, situa o que lês.

     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste 

2. Meditação:  - Interioriza, dialoga, atualiza o que leste.

     - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida” 

3. Oração:  - Louva o Senhor, suplica, escuta.

     - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra.

LEITURAS: Jer 33, 14-16 Toda a história da salvação é testemunho da fidelidade de Deus à Aliança, que, em sua misericórdia, Ele quis fazer com os homens, para os levar até à participação da sua vida divina. Essa Aliança tem o seu momento culminante em Jesus Cristo; mas a promessa de Deus vem de longe. Os profetas, como aquele donde é tirada hoje esta leitura, anunciam o futuro Messias com os nomes de “Rebento”, “Gérmen”, nomes que apontam para Alguém que irá aparecer como rebento novo saído de um tronco já envelhecido. Esse “Rebento” viria a ser Jesus, descendente do tronco real de David. É também com esta promessa diante dos olhos que damos entrada no Tempo do Advento, na expectativa do Senhor que vem.


1 Tes 3, 12 – 4, 2: A Igreja vive na expectativa da vinda do Senhor. “Eu vou preparar-vos um lugar”, disse Jesus ao sair deste mundo. E de novo Ele um dia virá, e vem já na presença constante com que está no meio de nós. A espiritualidade da vida cristã nasce toda da consciência desta presença e dessa expectativa, e manifesta-se na esperança com que, todos os dias, caminhamos ao seu encontro. Viver na expectativa da vinda do Senhor é caminhar constantemente ao encontro do Senhor.


Lc 21, 25-28.34-36: A vinda do Senhor, a sua última vinda, ou talvez melhor, o último momento da vinda que Ele inaugurou quando Se fez homem e veio habitar no meio de nós, é, de novo, proclamada nesta leitura. E com que solenidade! E com que exigências! Mas, no fundo, será esse o momento supremo da nossa libertação, porque o Senhor, que vem, vem como Salvador. O Advento é o tempo particularmente consagrado a viver nesta expectativa.  



 

AGENDA DO DIA:

 

 

09.30 horas: Missa em Amieira do Tejo.

10.00 horas: Missa em Arez

10.45 horas: Missa em Tolosa

11.00 horas: Missa em Nisa

12.00 horas: Missa em Alpalhão

12.00 horas: Missa em Gáfete

15.30 horas: Missa em Montalvão

15.30 horas: Missa em Arneiro.

16.30 horas: Funeral em Salavessa.

 

 

PENSAMENTO DO DIA

 

 

«Buscai primeiramente o que une, em vez de buscar o que divide»

São João XXIII

 

A VOZ DO PASTOR

 

 

ADVENTO - ESPERAR É FAZER ACONTECER

 

Fazer esperar é uma prerrogativa do poder mal entendido ou da pessoa egocêntrica. Ninguém gosta de esperar. Ninguém tem o direito de fazer esperar. Fazer esperar só porque sim não é bonito, é falta de respeito e de caridade para com quem tem de esperar. Ninguém gosta de esperar no multibanco, na farmácia, no hospital, na fila dos serviços públicos ou privados, aqui ou acolá onde precisamos de ser atendidos. Impacienta-nos esperar o transporte que se atrasa, o trânsito interrompido que nos testa a paciência, a longínqua consulta médica que tínhamos como urgente e acaba por não chegar, a falta de alguém a um compromisso que, atrasando-se, também nos atrasa e faz desesperar. Enfim, mesmo quando não há que fazer, aborrece-nos ver o tempo correr e nada se resolver. Ficar à espera é vivido como uma prisão sofrida, uma espécie de martírio.

Ora, estamos habituados a falar do Advento como tempo de fazer esperar. Esperamos o Salvador, é verdade! No entanto, não podemos confundir este ‘fazer esperar’ com a passividade de ‘ficar à espera’ de alguém que chega atrasado, ou de outros que não se despacham e nos impacientam na fila. Na permanente aprendizagem do Mistério de Cristo, o Advento, este tempo de espera é um tempo útil. É uma experiência de vida, é uma proposta de discernimento, é um tempo para redescobrir a identidade de Cristo cada vez com mais profundidade e em crescente identificação com Ele. Não para aprofundar uma identidade de Cristo meramente teórica, abstrata, inconsequente, apenas para entreter. Mas para redescobrir a identidade relacional de Cristo que, fazendo-se próximo e irmão, nos cativa e compromete, partilha connosco o dom do seu Espírito filial e nos convida a ser discípulos ao seu jeito, de forma simples, pobre, humilde, próxima, fraterna e salvadora. E se nos cansamos de esperar, não é Ele que chega atrasado. São as opções e os dinamismos da nossa vida que podem retardar esse feliz encontro, já que Ele, mesmo que se faça encontrado, não se impõe, não força, não arromba portas, o amor é paciente. O verdadeiro Advento coloca-nos assim, de forma sincera e convicta, em atitude de espera, mas uma espera ativa, atenta, alegre e confiante. Não é uma espera vã e enervante. É uma espera que queremos preencher com dinâmicas de transformação, purificação e crescimento. Essa é a atitude própria do Advento. É juntar a essa espera a memória, a expectativa, a aprendizagem, a fé, a fidelidade, a criatividade, a capacidade de nos deixarmos surpreender e abrir às provocações do amor de Deus manifestadas em Jesus Menino. É nesta forma de saber esperar que surge sempre a verdadeira esperança. E surge com uma densidade muito diferente a influenciar a vida pessoal, familiar e coletiva. O Advento sempre foi, é e será o tempo favorável da caminhada histórica da Igreja até ao fim dos tempos.

Nesta esperança de que o encontro de Jesus com todos e cada um aconteça, continuamos a esperar, do fundo do coração, que a humanidade inteira possa convergir num caminho que, salvaguardando as legítimas diferenças, comungue valores e possa fazer caminho. Esperamos, a cada instante, poder estabelecer relações de confiança mútua, de maior verdade, com tudo aquilo que isso exige de transparência, de equilíbrio, de autenticidade. Esperamos que a sociedade sinta a necessidade duma justiça social mais abrangente possível, de ajuda aos mais expostos e fragilizados, aos menos acompanhados e mais esquecidos. Esperamos, para além de todas as imperfeições ou mesmo traições, esperamos que haja uma verdade superior como porto comum de chegada que a todos eleve e se revele. Esperamos que a diversidade de povos, saberes e tradições, seja uma riqueza e não origem constante de guerras fratricidas. Esperamos que a dignidade de cada ser humano seja reconhecida e salvaguardada, que a paz possa ser uma realidade e não apenas um discurso. Esperamos que as instituições nacionais e internacionais não sejam apenas uma cosmética açucarada, que as nações sejam capazes de perceber a necessidade de cuidar da casa comum, que a economia ultrapasse os frios números sem se tornar em défice desgovernado, que a vida política seja funcional em relação à cidadania com os seus direitos e deveres. Esperamos …

A nível eclesial, porém, esperamos uma Igreja cada vez mais comunhão, uma Igreja que escute mais a Palavra de Deus e as palavras dos homens, uma Igreja mais sinodal onde o batismo ilumine todas as vocações e promova fraternidade, uma Igreja onde o ministério seja colegial, a autoridade não seja apenas poder, a verdade impere e não se arrogue da sua propriedade. Esperamos uma Igreja com vida espiritual densa e dinâmica, uma Igreja santa e a santificar-se, uma Igreja que ultrapasse a cristandade mas não esqueça o entusiasmo da primeira hora. Esperamos! Esperamos uma Igreja que defenda sempre a proteção dos mais fracos e vulneráveis, que integre os pobres que passam a vida a esperar sem pressa de ninguém, que promova o diálogo interior até ao debate e à correção evangélica. Esperamos uma Igreja que respeite sempre o verdadeiro primado da consciência, que caminhe com os que procuram, que acompanhe os que duvidam, que ajude a reconstruir os que erram, que estenda a mão aos desanimados. Esperamos uma Igreja missionária que cuide da transmissão da fé, que celebre com alegria, que tenha rosto e essência jovem. Esperamos! …

Esperamos mas “não ficamos passivamente à espera”. Esperamos e fazemos acontecer. É a dinâmica própria da esperança cristã, uma esperança que compromete, conjuga a expectativa com o ideal cristão, purifica, fortalece o desejo, faz o discernimento, empenha a colaborar com a Salvação que nos é dada.

O Advento é sempre tempo de esperança. O nascimento histórico de Jesus já aconteceu, da sua vinda no final dos tempos não sabemos a data e ocasião. Mas cada dia, cada vida, cada história, cada processo é o momento favorável para deixar Cristo nascer e para nascermos para Cristo. Esperar é fazer acontecer.

 

Antonino Dias

Portalegre-Castelo Branco, 26-11-2021.

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

 

PARÓQUIAS DE NISA 

 

Sábado, 27 de novembro de 2021

 

Sábado da XXXIV semana do tempo comum

 

 

LITURGIA

 

 

Sábado da semana XXXIV

 

Santa Maria no Sábado – MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

L 1 Dan 7, 15-27; Sal Dan 3, 82. 83. 84. 85. 86. 87
Ev Lc 21, 34-36

* Na Diocese de Beja – Aniversário da tomada de posse de D. José João dos Santos Marcos.
* Na Congregação da Missão e na Companhia das Filhas da Caridade – Manifestação de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa – FESTA


T E M P O D O A D V E N T O

Sábado à tarde
Roxo.

* I Vésp. do Domingo I do Advento (Semana I do Saltério) – Compl. dep. I Vésp. dom.

Começa o I volume da Liturgia das Horas.

 

MISSA

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 84, 9
O Senhor fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a todos os que a Ele se convertem de coração sincero.


ORAÇÃO COLECTA
Despertai, Senhor, a vontade dos vossos fiéis,
para que, correspondendo mais generosamente
à acção da graça divina,
recebamos maiores auxílios da vossa bondade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia da palavra: páginas seguintes


LEITURA I (anos ímpares) Dan 7, 15-27
«A realeza e o poder serão entregues
ao povo dos santos do Altíssimo»


Leitura da Profecia de Daniel


Eu, Daniel, fiquei com o espírito perturbado por causa do que acontecera, e as visões que me passaram pela mente encheram-me de pavor. Aproximei-me de um dos presentes e pedi-lhe que me dissesse o que significava tudo aquilo. Ele dirigiu-me a palavra para me explicar: «Aqueles grandes animais, em número de quatro, são quatro reis que se levantarão da terra. Os que irão receber o reino são os santos do Altíssimo; possuirão o reino para sempre e por toda a eternidade». Depois também quis saber o que significava o quarto animal, que era diferente de todos os outros, extremamente terrível, com dentes de ferro e garras de bronze, que comia e triturava tudo e calcava aos pés o que sobrava. Quis ainda saber o que significavam os dez chifres da sua cabeça e o outro chifre que surgiu e fez cair três dos primeiros, que tinha olhos e uma boca que dizia palavras arrogantes e parecia mais importante que os outros. – Enquanto olhava, vi esse chifre a fazer guerra aos santos e a levá-los de vencida, até que veio o Ancião e fez justiça aos santos do Altíssimo, porque chegou a hora de os santos tomarem posse do reino –. Ele então explicou-me: «O quarto animal significa um quarto reino que surgirá sobre a terra, diferente de todos os outros, que virá devorar, calcar aos pés e triturar a terra inteira. Os dez chifres significam dez reis que surgirão desse reino. Outro chifre se levantará depois deles: será diferente dos anteriores e abaterá três reis. Blasfemará contra o Altíssimo e perseguirá os seus santos. Tentará mudar as datas das festas e a Lei e os santos serão entregues nas suas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo. Depois o tribunal divino abrirá a sessão e retirará o poder a esse rei, para lho destruir e arruinar definitivamente. A realeza e o poder e a grandeza dos reinos que existem debaixo dos céus serão entregues ao povo dos santos do Altíssimo. O seu reino é um reino eterno e todos os potentados O servirão Lhe prestarão obediência».


Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Dan 3, 82.83.84.85.86.87 (R. 59b)
Refrão: Louvai o Senhor, exaltai-O para sempre.
Repete-se

Homens, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Bendiga Israel o Senhor,
louve-O e exalte-O para sempre. Refrão

Sacerdotes do Senhor, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Servos do Senhor, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Espíritos e almas dos justos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Santos e humildes de coração, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão


ALELUIA Lc 21, 36
Refrão: Aleluia. Repete-se
Vigiai e orai em todo o tempo,
para vos apresentardes sem temor
diante do Filho do homem. Refrão


EVANGELHO Lc 21, 34-36
«Vigiai, para que possais livrar-vos
de tudo isto que está para acontecer»


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados com a intemperança, a embriaguês e as preocupações da vida e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha; porque ele atingirá todos os que habitam sobre a face da terra. Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para que possais livrar-vos de tudo isto que está para acontecer e comparecer sem temor diante do Filho do homem».


Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Recebei, Senhor, estes dons sagrados
que nos mandastes oferecer em honra do vosso nome
e fazei que, obedecendo sempre aos vossos mandamentos,
nos tornemos também nós
uma oblação agradável aos vossos olhos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 116, 1-2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
porque é eterna a sua misericórdia.

Ou Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus todo-poderoso e eterno,
não permitais que se separem de Vós
aqueles a quem destes a graça
de participar neste divino sacramento.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

MÉTODO DE ORAÇÃO BÍBLICA

 

 

1. Leitura:  - Lê, respeita, situa o que lês.

     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste 

2. Meditação:  - Interioriza, dialoga, atualiza o que leste.

     - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida” 

3. Oração:  - Louva o Senhor, suplica, escuta.

     - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra.

LEITURAS: Dan 7, 15-27 :Esta passagem refere-se diretamente à perseguição que o povo de Deus teve de sofrer em determinada época da sua história. Mas a última palavra será a da vitória de Deus, que Ele dará ao seu povo. Lida neste último dia do ciclo litúrgico e dentro da semana que se iniciou com a festa de Jesus Cristo, Rei do Universo, esta passagem proclama o sentido último da história do povo de Deus, que é a comunhão com Ele na glória do reino eterno, em que Jesus entrou pela sua Morte e Ressurreição.



Lc 21, 34-36 :Aquele dia sem ocaso, que sucederá aos dias que andamos vivendo sobre a terra, há de ser esperado na vigilância e na oração, como numa longa Vigília Pascal, até que o sol nasça e a luz eterna brilhe para sempre em nossos corações. Aqui nos conduziu, a esta expectativa jubilosa, a longa caminhada do Tempo Comum, para nos fazer entrar, com desejos ainda mais fortes da vinda do Dia do Senhor, no Advento, em que a tarde deste dia, o último do Tempo Comum, nos irá introduzir. À tarde, com a Hora de Vésperas, começa esse Tempo do Advento, em que toda a oração se resume na mesma palavra com que terminou o Tempo litúrgico anterior: «Veni! Vinde!»

 

 

AGENDA DO DIA:

 

 

15.00 horas: Missa na Falagueira

16.00 horas: Missa em Monte Claro

16.00 horas: Missa no Pardo

18.00 horas: Missa em Nisa.

18.00 horas: Missa em Alpalhão.

 

PENSAMENTO DO DIA

 

 

«Buscai primeiramente o que une, em vez de buscar o que divide»

São João XXIII

 

A VOZ DO PASTOR

 

 

UM JOVEM DETERMINADO QUE MUDA DE RUMO

 

Vamos celebrar a Jornada Mundial da Juventude 2021, em comunhão com jovens de todo o mundo. A personagem central da Mensagem para este dia é Paulo de Tarso, constituído testemunha do que viu e ouviu (cf. At 26,16). Foi um jovem de causas e corajoso. Manifestara ser um jovem culto, decidido, disponível, comprometido com o bem e as tradições do seu povo, um jovem de cara lavada e sonhador. No entanto, de costa voltadas às novidades da história e às surpresas de Deus, fechou-se na sua verdade, tornou-se sectário e perseguidor. Neste seu modo de ser e estar, respirando ameaças de morte contra os cristãos, ofereceu-se generosamente para ir, os perseguir e prender nas sinagogas de Damasco e os trazer para Jerusalém. Quando para lá se dirigia, sente-se envolvido por uma luz «mais brilhante do que o Sol» e ouve uma voz que o chama pelo nome: «Saulo, Saulo!” (cf. At 26,13).

Surpreendido pela estranha luz e voz, cai por terra e pergunta: «Quem és tu, Senhor?». «Eu sou Jesus a quem tu persegues». Jesus identifica-se com os cristãos a quem ele perseguia. Paulo “estava convencido da justeza da sua posição. Mas, quando o Senhor se lhe revela, é «lançado por terra» e fica cego. De repente, descobre que não é capaz, física e espiritualmente, de ver. As suas certezas vacilam. No íntimo, sente que aquilo que o animava com tanta paixão, ou seja, o zelo de eliminar os cristãos, estava completamente errado. Dá-se conta de não ser o detentor absoluto da verdade; antes pelo contrário, está bem longe dela. E, juntamente com as suas certezas, cai também a sua «grandeza». De repente, descobre-se perdido, frágil, «pequeno». Esta humildade – consciência da própria limitação – é fundamental. Quem pensa que sabe tudo sobre si mesmo, os outros e até sobre as verdades religiosas, terá dificuldade em encontrar Cristo. Tendo ficado cego, Saulo perdeu os seus pontos de referência. Ficando sozinho na escuridão, para ele as únicas coisas claras são a luz que viu e a voz que ouviu. Que paradoxo! Precisamente quando uma pessoa reconhece estar cega, começa a ver…”.

A sua vida transforma-se completamente. Reconhece quão longe estava da verdade e quão frágeis eram as suas certezas e ideais. De inimigo e perseguidor dos cristãos, transforma-se num apaixonado seguidor de Jesus Cristo. Não se cansa de contar a sua história pessoal do encontro com Jesus a caminho de Damasco. Lança-se nesta aventura de anunciar a pessoa e a mensagem de Jesus, sem medo e sem se retrair a sacrifícios e sem deixar de se enfrentar quem queria fazê-lo calar. E tudo vive com muito mais empenho que qualquer outro, “muito mais pelos trabalhos, muito mais pelas prisões, imensamente mais pelos açoites, muitas vezes em perigo de morte. Cinco vezes recebi dos Judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com vergastadas, uma vez apedrejado, três vezes naufraguei, e passei uma noite e um dia no alto mar. Viagens a pé sem conta, perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte dos meus irmãos de raça, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos da parte dos falsos irmãos. Trabalhos e duras fadigas, muitas noites sem dormir, fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez! Além de outras coisas, a minha preocupação quotidiana, a solicitude por todas as igrejas! (...). Em Damasco, o etnarca do rei Aretas mandou guardar a cidade dos damascenos para me prender. Mas fui descido num cesto, por uma janela, ao longo da muralha, e assim escapei das suas mãos” (2Cor 11,22-31).

Ao olhar para Paulo, o Papa Francisco, afirmando que a atitude de Paulo, antes do encontro com Jesus ressuscitado, não nos é muito estranha, escreve aos jovens a dizer-lhes que “se a escuridão ao vosso redor e dentro de vós mesmos vos impedir de ver corretamente, correis o risco de perder-vos em batalhas sem sentido, e até de vos tornardes violentos. E, infelizmente, as primeiras vítimas sereis vós mesmos e aqueles que estão mais próximo de vós. Há também o perigo de lutar por causas que, originalmente, defendem valores justos, mas, levadas ao extremo, tornam-se ideologias destrutivas. Quantos jovens hoje, talvez impelidos pelas suas próprias convicções políticas ou religiosas, acabam por se tornar instrumentos de violência e destruição na vida de muitos! Alguns, que já nasceram rodeados dos meios digitais, encontram o novo campo de batalha no ambiente virtual e nas redes sociais, recorrendo sem escrúpulos à arma de falsas notícias para espalhar venenos e demolir os seus adversários. Quando o Senhor irrompe na vida de Paulo, não anula a sua personalidade, não cancela o seu zelo e paixão, mas usa os seus dotes para fazer dele o grande evangelizador até aos confins da terra”. E acrescenta: “Hoje, o convite de Cristo a Paulo é dirigido a cada um e cada uma de vós, jovens: Levanta-te! Não podes ficar por terra a «lamentar-te com pena de ti mesmo»; há uma missão que te espera! Também tu podes ser testemunha das obras que Jesus começou a realizar em ti. Por isso, em nome de Cristo, eu te digo (...), levanta-te e testemunha com alegria que Cristo vive! Espalha a sua mensagem de amor e salvação entre os teus coetâneos, na escola, na universidade, no trabalho, no mundo digital, por todo o lado”.

Força, jovem, coragem, o Senhor chama-te pelo nome, confia em ti. Se reivindicas uma Igreja jovem, a Igreja será jovem quando tu fores Igreja!

Antonino Dias

Portalegre-Castelo Branco, 19-11-2021.

 

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

 

PARÓQUIAS DE NISA 

 

Sexta, 26 de novembro de 2021

 

Sexta-feira da XXXIV semana do tempo comum

 

 

LITURGIA

 

 

Sexta-feira da semana XXXIV

 

Verde – Ofício da féria.

L 1 Dan 7, 2-14; Sal Dan 3, 75. 76. 77. 78. 79. 80. 81
Ev Lc 21, 29-33

* Na Diocese de Santarém – Aniversário da entrada solene de D. José Augusto Traquina Maria.
* Na Ordem Beneditina – S. Silvestre, abade – MF
* Na Ordem Franciscana – S. Leonardo de Porto Maurício, presbítero, da I Ordem – MO
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – S. Leonardo de Porto Maurício, presbítero, da I Ordem – MF
* Na Companhia de Jesus – S. João Berchmans, religioso – MO
* Nas Congregações e Institutos da Família Paulista – B. Tiago Alberione, presbítero, Fundador – FESTA

 

MISSA

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 84, 9
O Senhor fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a todos os que a Ele se convertem de coração sincero.


ORAÇÃO COLECTA
Despertai, Senhor, a vontade dos vossos fiéis,
para que, correspondendo mais generosamente
à acção da graça divina,
recebamos maiores auxílios da vossa bondade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Liturgia da palavra: páginas seguintes


LEITURA I (anos ímpares) Dan 7, 2-14
«Sobre as nuvens do céu,
veio alguém semelhante a um Filho do homem»


Leitura da Profecia de Daniel


Contemplava eu as visões da noite, quando vi os quatro ventos do céu que agitavam o grande mar e do mar subiam quatro animais monstruosos, cada um diferente dos outros. O primeiro era semelhante a um leão com asas de águia. Eu estava a olhar, quando as asas lhe foram arrancadas; ele ergueu-se da terra e ficou de pé como um homem e foi-lhe dado um coração humano. Depois apareceu um segundo animal semelhante ao urso, erguido sobre um lado, com três costelas na boca, entre os dentes. E disseram-lhe: «Levanta-te e come carne com abundância». Eu estava a olhar, quando apareceu outro animal, semelhante ao leopardo, que tinha quatro asas de pássaro nas costas; tinha também quatro cabeças e foi-lhe dado um poder soberano. A seguir, contemplava eu as visões da noite, quando apareceu um quarto animal, terrível, pavoroso e extremamente forte; tinha enormes dentes de ferro, com os quais comia, triturava e calcava aos pés o que sobrava. Era diferente de todos os animais que o tinham precedido e tinha dez chifres. Enquanto eu observava esses chifres, surgiu no meio deles outro chifre mais pequeno e três dos primeiros foram arrancados para lhe dar lugar. Nesse chifre havia olhos semelhantes aos do homem e uma boca que dizia palavras arrogantes. Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. Tinha vestes brancas como a neve e os cabelos eram como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. Eu estava a olhar, por causa das palavras arrogantes que o chifre dizia, quando vi que o animal foi morto e o seu corpo destruído e lançado às chamas ardentes. Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o poder, mas a vida foi-lhes prolongada até certo tempo e determinada data. Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um Filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram. O seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino jamais será destruído.


Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Dan 3, 75.76.77.78.79.80.81 (R. 59b)
Refrão: Louvai o Senhor, exaltai-O para sempre. Repete-se

Montes e colinas, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Plantas que germinam na terra, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Mares e rios, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Fontes, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Monstros e animais marinhos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Aves do céu, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Animais e rebanhos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão


ALELUIA Lc 21, 28
Refrão: Aleluia. Repete-se
Erguei-vos e levantai a cabeça,
porque a vossa libertação está próxima. Refrão


EVANGELHO Lc 21, 29-33
«Quando virdes acontecer estas coisas,
sabei que está próximo o reino de Deus»


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Olhai a figueira e as outras árvores: Quando vedes que já têm rebentos, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão».


Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Recebei, Senhor, estes dons sagrados
que nos mandastes oferecer em honra do vosso nome
e fazei que, obedecendo sempre aos vossos mandamentos,
nos tornemos também nós
uma oblação agradável aos vossos olhos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 116, 1-2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
porque é eterna a sua misericórdia.

Ou Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus todo-poderoso e eterno,
não permitais que se separem de Vós
aqueles a quem destes a graça
de participar neste divino sacramento.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 

 

 

MÉTODO DE ORAÇÃO BÍBLICA

 

 

1. Leitura:  - Lê, respeita, situa o que lês.

     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste 

2. Meditação:  - Interioriza, dialoga, atualiza o que leste.

     - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida” 

3. Oração:  - Louva o Senhor, suplica, escuta.

     - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra.

LEITURAS: Dan 7, 2-14 : Estamos em presença de outra visão profética. Os vários animais que vão aparecendo representam, como na visão da estátua feita de vários elementos, os diversos reinos que se form sucedendo uns aos outros. Depois deles, aparece o Filho do homem, um ser celeste que vem de junto de Deus, mas com forma humana, a quem Deus entrega o reino eterno. Jesus aplicou a Si mesmo, com frequência, esta imagem do Filho do homem. No “Credo” nós professamos que “o seu reino não terá fim”.

 

Lc 21, 29-33: A hora da ruína de Jerusalém será, ao mesmo tempo, a hora do começo do desenvolvimento do reino de Deus. Os sinais de destruição não podem, por isso, ser vistos só no seu aspecto de calamidade. Deus é Senhor da história, Ele humilha e exalta, Ele leva às portas da morte e de lá liberta. Este Céu e esta Terra de agora poderão passar e hão-de passar, mas o reino de Deus será o novo Céu e a nova Terra, que não passarão jamais.

 

 

 

AGENDA DO DIA:

 

 

10.00 horas: Funeral em Nisa

10.00 horas: Funeral em Gáfete

18.00 horas: Missa em Nisa.

18.00 horas: Missa em Alpalhão.

 

PENSAMENTO DO DIA

 

 

«Buscai primeiramente o que une, em vez de buscar o que divide»

São João XXIII

 

A VOZ DO PASTOR

 

 

UM JOVEM DETERMINADO QUE MUDA DE RUMO

 

Vamos celebrar a Jornada Mundial da Juventude 2021, em comunhão com jovens de todo o mundo. A personagem central da Mensagem para este dia é Paulo de Tarso, constituído testemunha do que viu e ouviu (cf. At 26,16). Foi um jovem de causas e corajoso. Manifestara ser um jovem culto, decidido, disponível, comprometido com o bem e as tradições do seu povo, um jovem de cara lavada e sonhador. No entanto, de costa voltadas às novidades da história e às surpresas de Deus, fechou-se na sua verdade, tornou-se sectário e perseguidor. Neste seu modo de ser e estar, respirando ameaças de morte contra os cristãos, ofereceu-se generosamente para ir, os perseguir e prender nas sinagogas de Damasco e os trazer para Jerusalém. Quando para lá se dirigia, sente-se envolvido por uma luz «mais brilhante do que o Sol» e ouve uma voz que o chama pelo nome: «Saulo, Saulo!” (cf. At 26,13).

Surpreendido pela estranha luz e voz, cai por terra e pergunta: «Quem és tu, Senhor?». «Eu sou Jesus a quem tu persegues». Jesus identifica-se com os cristãos a quem ele perseguia. Paulo “estava convencido da justeza da sua posição. Mas, quando o Senhor se lhe revela, é «lançado por terra» e fica cego. De repente, descobre que não é capaz, física e espiritualmente, de ver. As suas certezas vacilam. No íntimo, sente que aquilo que o animava com tanta paixão, ou seja, o zelo de eliminar os cristãos, estava completamente errado. Dá-se conta de não ser o detentor absoluto da verdade; antes pelo contrário, está bem longe dela. E, juntamente com as suas certezas, cai também a sua «grandeza». De repente, descobre-se perdido, frágil, «pequeno». Esta humildade – consciência da própria limitação – é fundamental. Quem pensa que sabe tudo sobre si mesmo, os outros e até sobre as verdades religiosas, terá dificuldade em encontrar Cristo. Tendo ficado cego, Saulo perdeu os seus pontos de referência. Ficando sozinho na escuridão, para ele as únicas coisas claras são a luz que viu e a voz que ouviu. Que paradoxo! Precisamente quando uma pessoa reconhece estar cega, começa a ver…”.

A sua vida transforma-se completamente. Reconhece quão longe estava da verdade e quão frágeis eram as suas certezas e ideais. De inimigo e perseguidor dos cristãos, transforma-se num apaixonado seguidor de Jesus Cristo. Não se cansa de contar a sua história pessoal do encontro com Jesus a caminho de Damasco. Lança-se nesta aventura de anunciar a pessoa e a mensagem de Jesus, sem medo e sem se retrair a sacrifícios e sem deixar de se enfrentar quem queria fazê-lo calar. E tudo vive com muito mais empenho que qualquer outro, “muito mais pelos trabalhos, muito mais pelas prisões, imensamente mais pelos açoites, muitas vezes em perigo de morte. Cinco vezes recebi dos Judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com vergastadas, uma vez apedrejado, três vezes naufraguei, e passei uma noite e um dia no alto mar. Viagens a pé sem conta, perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte dos meus irmãos de raça, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos da parte dos falsos irmãos. Trabalhos e duras fadigas, muitas noites sem dormir, fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez! Além de outras coisas, a minha preocupação quotidiana, a solicitude por todas as igrejas! (...). Em Damasco, o etnarca do rei Aretas mandou guardar a cidade dos damascenos para me prender. Mas fui descido num cesto, por uma janela, ao longo da muralha, e assim escapei das suas mãos” (2Cor 11,22-31).

Ao olhar para Paulo, o Papa Francisco, afirmando que a atitude de Paulo, antes do encontro com Jesus ressuscitado, não nos é muito estranha, escreve aos jovens a dizer-lhes que “se a escuridão ao vosso redor e dentro de vós mesmos vos impedir de ver corretamente, correis o risco de perder-vos em batalhas sem sentido, e até de vos tornardes violentos. E, infelizmente, as primeiras vítimas sereis vós mesmos e aqueles que estão mais próximo de vós. Há também o perigo de lutar por causas que, originalmente, defendem valores justos, mas, levadas ao extremo, tornam-se ideologias destrutivas. Quantos jovens hoje, talvez impelidos pelas suas próprias convicções políticas ou religiosas, acabam por se tornar instrumentos de violência e destruição na vida de muitos! Alguns, que já nasceram rodeados dos meios digitais, encontram o novo campo de batalha no ambiente virtual e nas redes sociais, recorrendo sem escrúpulos à arma de falsas notícias para espalhar venenos e demolir os seus adversários. Quando o Senhor irrompe na vida de Paulo, não anula a sua personalidade, não cancela o seu zelo e paixão, mas usa os seus dotes para fazer dele o grande evangelizador até aos confins da terra”. E acrescenta: “Hoje, o convite de Cristo a Paulo é dirigido a cada um e cada uma de vós, jovens: Levanta-te! Não podes ficar por terra a «lamentar-te com pena de ti mesmo»; há uma missão que te espera! Também tu podes ser testemunha das obras que Jesus começou a realizar em ti. Por isso, em nome de Cristo, eu te digo (...), levanta-te e testemunha com alegria que Cristo vive! Espalha a sua mensagem de amor e salvação entre os teus coetâneos, na escola, na universidade, no trabalho, no mundo digital, por todo o lado”.

Força, jovem, coragem, o Senhor chama-te pelo nome, confia em ti. Se reivindicas uma Igreja jovem, a Igreja será jovem quando tu fores Igreja!

Antonino Dias

Portalegre-Castelo Branco, 19-11-2021.