quinta-feira, 27 de junho de 2019






PARÓQUIAS DE NISA




Sexta, 28 de junho de 2019









Sexta da XII semana do tempo comum
Sagrado Coração de Jesus

Ofício da solenidade




SEXTA-FEIRA da semana XII

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – SOLENIDADE

Branco – Ofício da solenidade. Te Deum.
Missa própria, Glória, Credo, pf. próprio.

L 1 Ez 34, 11-16; Sal 22, 1-3a. 3b-4. 5. 6
L 2 Rom 5, 5b-11
Ev Lc 15, 3-7

* Proibidas as Missas de defuntos, excepto a exequial.
* Na Diocese de Beja – Sagrado Coração de Jesus, Titular da Catedral.
* Na Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), na Congregação dos Sagrados Corações, na Congregação das Irmãs da Caridade do Sagrado Coração de Jesus, na Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, na Congregação das Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, na Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, na Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus, no Carmelo do Sagrado Coração de Jesus (Beja), nos Missionários Combonianos do Coração de Jesus, e nas Oblatas do Divino Coração – Sagrado Coração de Jesus, Titular.
* II Vésp. da solenidade – Compl. dep. II Vésp. dom.

S. PEDRO E S. PAULO, Apóstolos –SOLENIDADE
28 SEXTA-FEIRA à tarde
Vermelho.
Missa própria da Vigília, Glória, Credo, pf. dos Apóstolos.
L 1 Act 3, 1-10; Sal 18, 2-3. 4-5
L 2 Gal 1, 11-20
Ev Jo 21, 15-19

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS – SOLENIDADE

MISSA

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 32, 11.19
Os pensamentos do seu coração permanecem
por todas as gerações
para libertar da morte as almas dos seus fiéis,
para os alimentar no tempo da fome.


Diz-se o Glória.


ORAÇÃO COLECTA
Concedei, Deus todo-poderoso,
que ao celebrar a solenidade do Coração do vosso amado Filho,
recordemos com alegria as maravilhas do vosso amor
e mereçamos receber desta fonte divina
a abundância dos vossos dons.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Ou
Deus de bondade, que no Coração do vosso Filho,
ferido pelos nossos pecados,
nos abristes os tesouros infinitos do vosso amor,
fazei que, prestando-Lhe a homenagem da nossa piedade,
cumpramos também o dever de uma digna reparação.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I Ez 34, 11-16
«Eu apascentarei as minhas ovelhas, Eu as farei repousar»


Revelando-Se ao Povo escolhido sob a sugestiva imagem do bom pastor, Deus manifestava a Sua bondade, o Seu carinho, a Sua compaixão e, ao mesmo tempo, mostrava o género de relações, que o homem devia estabelecer com Ele. Jesus aplicará a Si mesmo esta imagem, com palavras que não deixam dúvidas de que Ele é o Pastor divino, o libertador do Seu povo, Aquele que busca a ovelha perdida (Lc. 15, 3-7), Aquele que procura alimento para as Suas ovelhas e defende as que estão em perigo, dando por elas a vida (Jo. 10, 7 e ss.). Na parábola do Bom Pastor, «uma parábola que transformou o mundo» (Giovanni Pascali), Jesus dá-nos a conhecer o Seu amor infinito e o do Pai pela humanidade.

Leitura da Profecia de Ezequiel
 
Eis o que diz o Senhor Deus: «Eu próprio irei em busca das minhas ovelhas e hei-de encontrá-las. Como o pastor que vigia o rebanho, quando estiver no meio das ovelhas que andavam tresmalhadas, assim Eu cuidarei das minhas ovelhas, para as tirar de todos os sítios em que se desgarraram num dia de nevoeiro e de trevas. Arrancá-las-ei de entre os povos e as reunirei dos vários países, para as reconduzir à sua própria terra. Apascentá-las-ei nos montes de Israel, nas ribeiras e em todos os lugares habitados do país. Eu as apascentarei em boas pastagens e terão as suas devesas nos altos montes de Israel. Descansarão em férteis devesas e encontrarão pasto suculento sobre as montanhas de Israel. Eu apascentarei o meu rebanho, Eu o farei repousar, diz o Senhor Deus. Hei de procurar a ovelha que anda perdida e reconduzir a que anda tresmalhada. Tratarei a que estiver ferida, darei vigor à que andar enfraquecida e velarei pela gorda e vigorosa. Hei de apascentar com justiça».

Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 1)
Refrão: O Senhor é meu pastor:
nada me faltará. Repete-se


O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma. Refrão

Ele me guia por sendas direitas
por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo
me enchem de confiança. Refrão

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e meu cálice transborda. Refrão

A bondade e a graça hão-de acompanhar-me
todos os dias da minha vida
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre. Refrão


LEITURA II Rom 5, 5b-11
«Deus prova o seu amor para connosco»



Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos

Irmãos: O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado. Dificilmente alguém morrerá por um justo; por um homem bom, talvez alguém tivesse a coragem de morrer. Mas Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores. E agora, que fomos justificados pelo seu sangue, com muito maior razão seremos por Ele salvos da ira divina. Se, na verdade, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito maior razão, depois de reconciliados, seremos salvos pela sua vida. Mais ainda: também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem alcançámos agora a reconciliação.

Palavra do Senhor.


ALELUIA Mt 11, 29ab
Refrão: Aleluia. Repete-se
Tomai o meu jugo sobre vós, diz o Senhor,
e aprendei de Mim,
que sou manso e humilde de coração. Refrão

Ou: Jo 10, 14
Eu sou o bom pastor, diz o Senhor:
conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-Me. Refrão


EVANGELHO Lc 15, 3-7
«Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida»



Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus e aos escribas a seguinte parábola: «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento».
 
Palavra da salvação.


Diz-se o Credo.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Olhai, Senhor,
para o inefável amor do Coração do vosso Filho
e fazei que a nossa oferenda Vos seja agradável
e sirva de reparação pelos nossos pecados.
Por Nosso Senhor.


PREFÁCIO O Coração de Cristo, fonte de salvação

V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
V. Corações ao alto.
R. O nosso coração está em Deus.
V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.
R. É nosso dever, é nossa salvação.


Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,
é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação
dar-Vos graças, sempre e em toda a parte,
por Cristo, nosso Senhor.

Elevado sobre a cruz,
com admirável amor deu a sua vida por nós
e do seu lado trespassado fez brotar sangue e água,
donde nasceram os sacramentos da Igreja,
para que todos os homens,
atraídos ao Coração aberto do Salvador,
pudessem beber com alegria nas fontes da salvação.
Por isso, com os Anjos e os Santos,
proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:
Santo, Santo, Santo.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 7, 37-38
Se alguém tem sede, venha a Mim e beba, diz o Senhor.
Se alguém acredita em Mim,
do seu coração brotará uma fonte de água viva.

Ou Jo 19, 34
Um dos soldados abriu o seu lado com uma lança
e dele brotou sangue e água.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Fazei, Senhor, que este sacramento do vosso amor
nos una sempre mais a Jesus Cristo, vosso Filho,
de modo que, inflamados na caridade,
saibamos reconhecê-l’O nos nossos irmãos.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.



«A fé  é uma conquista árdua que pressupõe combates diários para a manter».

Paulo Coelho





ORAÇÃO BÍBLICA

Reza a PALAVRA do dia


1. Leitura: Lê, respeita, situa o que lês
     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste

 2. Meditação: Interioriza, dialoga, atualiza o que leste
      - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida” 

 3. Oração: Louva o Senhor, suplica, escuta
      - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra


Leituras: 

LEITURA I Ez 34, 11-16: Revelando-Se ao Povo escolhido sob a sugestiva imagem do bom pastor, Deus manifestava a Sua bondade, o Seu carinho, a Sua compaixão e, ao mesmo tempo, mostrava o género de relações, que o homem devia estabelecer com Ele. Jesus aplicará a Si mesmo esta imagem, com palavras que não deixam dúvidas de que Ele é o Pastor divino, o libertador do Seu povo, Aquele que busca a ovelha perdida (Lc. 15, 3-7), Aquele que procura alimento para as Suas ovelhas e defende as que estão em perigo, dando por elas a vida (Jo. 10, 7 e ss.). Na parábola do Bom Pastor, «uma parábola que transformou o mundo» (Giovanni Pascali), Jesus dá-nos a conhecer o Seu amor infinito e o do Pai pela humanidade.

EVANGELHO Lc 15, 3-7: Deus não ama apenas os homens em conjunto: ama a cada um com um amor pessoal. Não ama apenas aquele que se mantém fiel ao Seu amor: ama também aquele que d’Ele se separa, expondo-se assim a todos os perigos e riscos, na caminhada pelo deserto da vida. O pecador não é apenas recebido de braços abertos. É procurado por Deus, convidado, amorosamente «perseguido» por Ele. Para Deus, cada pecador constitui uma perda. Por isso, Deus espera sempre o homem, no fim do seu caminho de pecado. Em Jesus Cristo, Deus veio ao nosso encontro, percorre os caminhos da nossa história, é o Salvador e Redentor do homem.

EVANGELHO 

REZANDO A PALAVRA


ORAÇÃO: Senhor, o teu caminho é difícil e exigente. Pedes que sejamos como Tu, estando dispostos a servir. Ajuda-nos a ser humildes de coração, a ser generosos como Tu, prontos a dar a vida como Tu a deste.





AGENDA DO DIA

18.00 horas: Missa em Alpalhão
18.00 horas: Missa em Nisa
21.00 horas: Adoração com preparação par a festa do Coração de Jesus






A VOZ DO PASTOR



FORJAR O CARÁCTER PARA FACILITAR O BEM

Escrever sobre o quê?... Eis o busílis, o fadário. Manter a presença é bom, dizem muitos. Mas escrever sobre o quê? É que o problema não está tanto em escrever sobre o que é importante. Há muita coisa importante sobre a qual se pode escrever, mesmo que, por vezes, o que se escreve faça aquecer os fusíveis de alguns. E há muita gente que mesmo que ninguém venha a ler o que ela escreve, está sempre pronta a escrever sobre o que julga ser muito importante. A nossa principal preocupação, porém, não está em escrever sobre aquilo que se julga ser importante. O tal busílis está, isso sim, em saber sobre o que é que é importante escrever, não só para informar, mas sobretudo para esclarecer e instruir. Mesmo com essa preocupação e algum discernimento, a escolha não deixa de ser sempre muito subjetiva, pois o que me perece importante a mim para eu escrever pode continuar a não ser nada importante para aquele que me vier a ler. E ao pensar nos leitores, muitas vezes vem-me à memória o que se passa em determinados fóruns. Por vezes, torna-se preciso escrever um texto, um texto base sobre um tema anunciado para que o futuro debate sobre ele possa ser melhor orientado e tenha um ponto de partida comum. Lançado o desafio a ver se alguém surge, o possa e queira fazer, ecoa o sábio e silencioso incómodo a fazer presumir que ninguém se julga capaz, muito menos capaz de se oferecer. Logo que o texto aparece, não falta quem salte e chute no relvado a fazer entender que o fazia muito melhor, que está longo, que está curto, que está confuso, que o título não diz nada, que isto não se devia dizer, que aquilo se devia acrescentar, que tem um estilo macarrónico, que falta aqui uma vírgula, acolá umas aspas e por aí fora... De facto, há ossos de ofício a exigir bons dentes, melhor estômago e muita paciência, mesmo muita paciência!...
E por falar em paciência, é mesmo sobre a paciência que hoje vou escrever. A paciência é uma virtude humana. E nestes tempos em que tanta gente corre de um lado para o outro para chegar sempre tarde, em que tudo é urgente, esta virtude, a da paciência, é muito, mesmo muito, muitíssimo importante. Tanto assim que se alguém vier a perder a paciência não lhe resta outro remédio se não ter de continuar a ter paciência, muita paciência. Por isso, não se esqueça, tenha paciência mesmo quando tem pressa e a irritante paciência dos outros lhe faz secar a sua!...
A paciência é importante na família, no trânsito, no emprego, na escola, no hospital, no lar, na doença, na repartição pública, nas bizantinices ou chinesices em que, por vezes, nos ocupamos, no ter de ouvir este ou aquele, na pesca e na caça, no estar a ver o futebol do clube de coração ao lado de um amigo adepto do clube adversário, no ter de suportar os anúncios num telejornal que abusa dos ouvintes ou só dá notícias de faca e alguidar, de desgraças. A paciência é importante aqui, acolá, mais além, em toda a parte e diante de qualquer incómodo, situação ou bicho careta. É a virtude da maturidade, do autocontrolo, a virtude de quem tem a capacidade de amar, de perdoar, de suportar as fraquezas dos outros. É a nobreza de quem espera, de quem crê, de quem reza, de quem sofre, de quem perde, de quem privilegia a paz e a tolerância, a sã convivência e a educação. É a sabedoria de quem é capaz de engolir em seco para não responder ao chefe, de quem tem de engolir sapos para aguentar desavenças ou ouvir barbaridades. É a sabedoria que recompensa, resolve conflitos, desarma. Quando existe, ela permite contar, pelo menos até 10 e devagar, antes de dar uma qualquer resposta a quem, sem razão nem estilo, nos faz saltar a tampa. Para ter esta capacidade de suportar todas as contrariedades, dissabores e infelicidades com verdadeiro fair play, é preciso, de facto, ter uma paciência de Job ou de santo, como sói dizer-se.  

O Catecismo da Igreja Católica ensina que a paciência é um fruto do Espírito Santo. Que todas as virtudes humanas “são atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade que regulam os nossos atos, ordenam as nossas paixões e guiam o nosso procedimento segundo a razão e a fé. Conferem facilidade, domínio e alegria para se levar uma vida moralmente boa” (CIgC1804). E se fala das virtudes humanas, fala também das virtudes cardeais: prudência, justiça, fortaleza e temperança; e fala das virtudes teologais: fé, esperança e caridade. Explica que as virtudes são “adquiridas pela educação, por atos deliberados e por uma sempre renovada perseverança no esforço. São purificadas e elevadas pela graça divina. Com a ajuda de Deus, forjam o carácter e facilitam a prática do bem”.
 Elas são a cortesia da alma. Se o amigo tiver tempo e paciência e o livro à mão, poderá dar uma voltinha pelo Catecismo da Igreja Católica que nos fala da importância e riqueza das virtudes. Fomentar a cultura da paciência é sempre um belo exercício de paciência!...

E como é saudável apreciar a natureza e dela tirar conclusões! A natureza não se aborrece de esperar, é paciente. Porque é paciente, também não se cansa de dar muitos e variados frutos, e muito bons, e muito apreciados, e para todos, todos usufruem da paciência da natureza, ela é mãe. São Lucas diz-nos que assim como as árvores são conhecidas pelos seus frutos, do mesmo modo os homens são conhecidos pelos seus atos: é pelos frutos que se conhecem as árvores (Lc 6,44).
Obrigado por me ter lido com paciência!

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 21-06-2019.




quarta-feira, 26 de junho de 2019






PARÓQUIAS DE NISA




Quinta, 27 de junho de 2019









Quinta da XII semana do tempo comum

Ofício a féria





QUINTA-FEIRA da semana XII

S. Cirilo de Alexandria, bispo e doutor da Igreja – MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Gen 16, 1-12. 15-16 ou Gen 16, 6b-12. 15-16
Sal 105 (106), 1-2. 3-4a. 4b-5
Ev Mt 7, 21-29


* Na Diocese do Algarve – Aniversário da tomada de posse de D. Manuel Neto Quintas.
* Na Congregação do Santíssimo Redentor – Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – SOLENIDADE
* I Vésp. do Sagrado Coração de Jesus – Compl. dep. I Vésp. dom.

MISSA

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 27, 8-9
O Senhor é a força do seu povo,
o baluarte salvador do seu Ungido.
Salvai o vosso povo, Senhor, abençoai a vossa herança,
sede o seu pastor e guia através dos tempos.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor, fazei-nos viver a cada instante
no temor e no amor do vosso Santo nome,
porque nunca a vossa providência abandona
aqueles que formais solidamente no vosso amor.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) – Forma longa Gen 16, 1-12.15-16
« Agar deu um filho a Abrão, que lhe deu o nome de Ismael»


Leitura do Livro do Génesis

Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos. Tinha, porém, uma escrava egípcia, chamada Agar. Sarai disse a Abrão: «Tu vês que o Senhor não me tem deixado ser mãe. Toma para ti a minha escrava; talvez por ela eu possa ter filhos». E Abrão escutou as palavras de Sarai. Dez anos depois de Abrão se ter estabelecido na terra de Canaã, Sarai, sua esposa, tomou Agar, a egípcia, sua escrava, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido. Ele tomou-a para si e Agar concebeu. Vendo que tinha concebido, Agar começou a desprezar a sua senhora. Então Sarai disse a Abrão: «A ofensa que me fazem é por tua causa. Pus nos teus braços a minha escrava e, depois de ter concebido, ela começou a desprezar-me. O Senhor será juiz entre nós dois». Abrão respondeu a Sarai: «A tua escrava está nas tuas mãos; faz dela o que te parecer melhor». Então Sarai começou a maltratá-la, de tal modo que a escrava fugiu da sua presença. O Anjo do Senhor encontrou-a no deserto, junto duma nascente, a nascente que está no caminho de Sur, e disse-lhe: «Agar, escrava de Sarai, donde vens e para onde vais?». Ela respondeu-lhe: «Fugi da presença de Sarai, minha senhora». O Anjo do Senhor disse-lhe: «Volta para junto da tua senhora e entrega-te humildemente nas suas mãos». O Anjo do Senhor continuou: «Eu multiplicarei a tua descendência e será tão numerosa que não se poderá contar». Disse-lhe ainda o Anjo do Senhor: «Estás grávida e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Ismael, porque o Senhor ouviu a tua aflição. Será um homem semelhante ao potro selvagem: levantará a mão contra todos e todos levantarão a mão contra ele; e viverá à margem de todos os seus irmãos». Assim Agar deu um filho a Abrão e Abrão pôs ao filho que lhe dera Agar o nome de Ismael. Abrão tinha oitenta e seis anos de idade, quando Agar lhe deu o filho Ismael.

Palavra do Senhor.


LEITURA I (anos ímpares) – Forma breve Gen 16, 6b-12.15-16
« Agar deu um filho a Abrão, que lhe deu o nome de Ismael»


Leitura do Livro do Génesis

Naqueles dias, Sarai começou a maltratar a sua escrava Agar, de tal modo que a escrava fugiu da sua presença. O Anjo do Senhor encontrou-a no deserto, junto duma nascente, a nascente que está no caminho de Sur, e disse-lhe: «Agar, escrava de Sarai, donde vens e para onde vais?». Ela respondeu-lhe: «Fugi da presença de Sarai, minha senhora». O Anjo do Senhor disse-lhe: «Volta para junto da tua senhora e entrega-te humildemente nas suas mãos». O Anjo do Senhor continuou: «Eu multiplicarei a tua descendência e será tão numerosa que não se poderá contar». Disse-lhe ainda o Anjo do Senhor: «Estás grávida e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Ismael, porque o Senhor ouviu a tua aflição. Será um homem semelhante ao potro selvagem: levantará a mão contra todos e todos levantarão a mão contra ele; e viverá à margem de todos os seus irmãos». Assim Agar deu um filho a Abrão e Abrão deu ao filho que lhe dera Agar o nome de Ismael. Abrão tinha oitenta e seis anos de idade, quando Agar lhe deu o filho Ismael.
 
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 105 (106), 1-2.3-4a.4b-5 (R. 1a)
Refrão: Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,
porque é eterna a sua misericórdia.
Quem poderá contar as obras do Senhor
e apregoar todos os seus prodígios? Refrão

Felizes os que observam os seus preceitos
e praticam sempre o que é justo.
Lembrai-Vos de nós, Senhor,
por amor do vosso povo. Refrão

Visitai-nos com a vossa salvação,
para que vejamos a felicidade dos vossos eleitos,
rejubilemos com a alegria do vosso povo
e exultemos com a vossa herança. Refrão


ALELUIA Jo 14, 23
Refrão: Aleluia Repete-se
Se alguém Me ama, guardará as minhas palavras,
diz o Senhor;
meu Pai o amará e faremos nele a nossa morada. Refrão


EVANGELHO Mt 7, 21-29
A casa edificada sobre a rocha
e a casa edificada sobre a areia


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Nem todo aquele que Me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus. Muitos Me dirão no dia do Juízo: ‘Senhor, não foi em teu nome que profetizámos e em teu nome que expulsámos demónios e em teu nome que fizemos tantos milagres?’. Então lhes direi bem alto: ‘Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade’. Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se e foi grande a sua ruína». Quando Jesus acabou de falar, a multidão estava admirada com a sua doutrina, porque a ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.

Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS

Por este sacrifício de reconciliação e de louvor,
purificai, Senhor, os nossos corações,
para que se tornem uma oblação agradável a vossos olhos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 144, 15
Os olhos de todos esperam em Vós, Senhor,
e a seu tempo lhes dais o alimento.

Ou Jo 10, 11.15
Eu sou o Bom Pastor
e dou a vida pelas minhas ovelhas, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos renovastes
pela comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo,
fazei que a participação nestes mistérios
nos alcance a plenitude da redenção.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.





«O amor na em cura, mas é o único remédio para todos os males».






ORAÇÃO BÍBLICA

Reza a PALAVRA do dia


1. Leitura: Lê, respeita, situa o que lês
     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste

 2. Meditação: Interioriza, dialoga, atualiza o que leste
      - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida” 

 3. Oração: Louva o Senhor, suplica, escuta
      - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra


Leituras: 

LEITURA I Gen 16, 1-12.15-16: Antes de ter um filho da esposa, Sara, que era estéril, Abraão teve um filho de uma escrava, Agar. Era esta uma solução prevista no direito dos povos daquela época, em certas regiões, como acontecia na terra de origem de Abraão. O filho de Agar foi Ismael, o antepassado dos Árabes do deserto; daí o nome de Agarenos ou Ismaelitas.

EVANGELHO Mt 7, 21-29: A nossa vida é uma construção, como a da Igreja o é também de maneira eminente. Nesta construção, entram Deus e nós. É muito importante observarmos, para tomarmos consciência com que materiais construímos a casa da nossa vida, não vá ela desmoronar-se e cair em derrocada. A solidez da vida não pode ser outra senão a que vem da palavra de Deus, escutada e cumprida. Tudo o mais é ilusão, e não terá continuidade; mas a palavra de Deus oferece o alicerce que permanece firme para a vida eterna.
EVANGELHO 

REZANDO A PALAVRA


ORAÇÃO: Senhor, o teu caminho é difícil e exigente. Pedes que sejamos como Tu, estando dispostos a servir. Ajuda-nos a ser humildes de coração, a ser generosos como Tu, prontos a dar a vida como Tu a deste.





AGENDA DO DIA

18.00 horas: Missa em Nisa
21.00 horas: Adoração com preparação par a festa do Coração de Jesus






A VOZ DO PASTOR



FORJAR O CARÁCTER PARA FACILITAR O BEM

Escrever sobre o quê?... Eis o busílis, o fadário. Manter a presença é bom, dizem muitos. Mas escrever sobre o quê? É que o problema não está tanto em escrever sobre o que é importante. Há muita coisa importante sobre a qual se pode escrever, mesmo que, por vezes, o que se escreve faça aquecer os fusíveis de alguns. E há muita gente que mesmo que ninguém venha a ler o que ela escreve, está sempre pronta a escrever sobre o que julga ser muito importante. A nossa principal preocupação, porém, não está em escrever sobre aquilo que se julga ser importante. O tal busílis está, isso sim, em saber sobre o que é que é importante escrever, não só para informar, mas sobretudo para esclarecer e instruir. Mesmo com essa preocupação e algum discernimento, a escolha não deixa de ser sempre muito subjetiva, pois o que me perece importante a mim para eu escrever pode continuar a não ser nada importante para aquele que me vier a ler. E ao pensar nos leitores, muitas vezes vem-me à memória o que se passa em determinados fóruns. Por vezes, torna-se preciso escrever um texto, um texto base sobre um tema anunciado para que o futuro debate sobre ele possa ser melhor orientado e tenha um ponto de partida comum. Lançado o desafio a ver se alguém surge, o possa e queira fazer, ecoa o sábio e silencioso incómodo a fazer presumir que ninguém se julga capaz, muito menos capaz de se oferecer. Logo que o texto aparece, não falta quem salte e chute no relvado a fazer entender que o fazia muito melhor, que está longo, que está curto, que está confuso, que o título não diz nada, que isto não se devia dizer, que aquilo se devia acrescentar, que tem um estilo macarrónico, que falta aqui uma vírgula, acolá umas aspas e por aí fora... De facto, há ossos de ofício a exigir bons dentes, melhor estômago e muita paciência, mesmo muita paciência!...
E por falar em paciência, é mesmo sobre a paciência que hoje vou escrever. A paciência é uma virtude humana. E nestes tempos em que tanta gente corre de um lado para o outro para chegar sempre tarde, em que tudo é urgente, esta virtude, a da paciência, é muito, mesmo muito, muitíssimo importante. Tanto assim que se alguém vier a perder a paciência não lhe resta outro remédio se não ter de continuar a ter paciência, muita paciência. Por isso, não se esqueça, tenha paciência mesmo quando tem pressa e a irritante paciência dos outros lhe faz secar a sua!... 
A paciência é importante na família, no trânsito, no emprego, na escola, no hospital, no lar, na doença, na repartição pública, nas bizantinices ou chinesices em que, por vezes, nos ocupamos, no ter de ouvir este ou aquele, na pesca e na caça, no estar a ver o futebol do clube de coração ao lado de um amigo adepto do clube adversário, no ter de suportar os anúncios num telejornal que abusa dos ouvintes ou só dá notícias de faca e alguidar, de desgraças. A paciência é importante aqui, acolá, mais além, em toda a parte e diante de qualquer incómodo, situação ou bicho careta. É a virtude da maturidade, do autocontrolo, a virtude de quem tem a capacidade de amar, de perdoar, de suportar as fraquezas dos outros. É a nobreza de quem espera, de quem crê, de quem reza, de quem sofre, de quem perde, de quem privilegia a paz e a tolerância, a sã convivência e a educação. É a sabedoria de quem é capaz de engolir em seco para não responder ao chefe, de quem tem de engolir sapos para aguentar desavenças ou ouvir barbaridades. É a sabedoria que recompensa, resolve conflitos, desarma. Quando existe, ela permite contar, pelo menos até 10 e devagar, antes de dar uma qualquer resposta a quem, sem razão nem estilo, nos faz saltar a tampa. Para ter esta capacidade de suportar todas as contrariedades, dissabores e infelicidades com verdadeiro fair play, é preciso, de facto, ter uma paciência de Job ou de santo, como sói dizer-se.  

O Catecismo da Igreja Católica ensina que a paciência é um fruto do Espírito Santo. Que todas as virtudes humanas “são atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade que regulam os nossos atos, ordenam as nossas paixões e guiam o nosso procedimento segundo a razão e a fé. Conferem facilidade, domínio e alegria para se levar uma vida moralmente boa” (CIgC1804). E se fala das virtudes humanas, fala também das virtudes cardeais: prudência, justiça, fortaleza e temperança; e fala das virtudes teologais: fé, esperança e caridade. Explica que as virtudes são “adquiridas pela educação, por atos deliberados e por uma sempre renovada perseverança no esforço. São purificadas e elevadas pela graça divina. Com a ajuda de Deus, forjam o carácter e facilitam a prática do bem”.
 Elas são a cortesia da alma. Se o amigo tiver tempo e paciência e o livro à mão, poderá dar uma voltinha pelo Catecismo da Igreja Católica que nos fala da importância e riqueza das virtudes. Fomentar a cultura da paciência é sempre um belo exercício de paciência!...

E como é saudável apreciar a natureza e dela tirar conclusões! A natureza não se aborrece de esperar, é paciente. Porque é paciente, também não se cansa de dar muitos e variados frutos, e muito bons, e muito apreciados, e para todos, todos usufruem da paciência da natureza, ela é mãe. São Lucas diz-nos que assim como as árvores são conhecidas pelos seus frutos, do mesmo modo os homens são conhecidos pelos seus atos: é pelos frutos que se conhecem as árvores (Lc 6,44).
Obrigado por me ter lido com paciência!

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 21-06-2019.












terça-feira, 25 de junho de 2019






PARÓQUIAS DE NISA




Quarta, 26 de junho de 2019









Quarta da XII semana do tempo comum

Ofício a féria






QUARTA-FEIRA da semana XII

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha

L 1 Gen 15, 1-12. 17-18; Sal 104 (105), 1-2. 3-4. 6-7. 8-9
Ev Mt 7, 15-20


* Na Arquidiocese de Braga – S. Paio, mártir – MF
* No Santuário de Fátima e na Paróquia de Fátima – S. Josemaria Escrivá, presbítero, Fundador do Opus Dei –MF
* Na Ordem dos Carmelitas Descalços – B. Maria Josefina de Jesus Crucificado, virgem – MF
* Na Ordem Cartusiana – S. Antelmo, monge pastor – FESTA
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – B. André Jacinto Longhin, bispo, da I Ordem – MF; B. Tiago de Ghazir, presbítero, da I Ordem – MF
* Na Congregação da Missão e na Companhia das Filhas da Caridade – B. Maria Madalena Fontaine e companheiras, virgens e mártires – MO
* Na Prelatura da Santa Cruz e Opus Dei – S. Josemaria Escrivá, presbítero, Fundador do Opus Dei –SOLENIDADE
* Na Congregação do Santíssimo Redentor – I Vésp. de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.





MISSA

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 27, 8-9
O Senhor é a força do seu povo,
o baluarte salvador do seu Ungido.
Salvai o vosso povo, Senhor, abençoai a vossa herança,
sede o seu pastor e guia através dos tempos.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, fazei-nos viver a cada instante
no temor e no amor do vosso Santo nome,
porque nunca a vossa providência abandona
aqueles que formais solidamente no vosso amor.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I (anos ímpares) Gen 15, 1-12.17-18
«Abrão acreditou no Senhor,
o que lhe foi atribuído como justiça» (Rom 4, 3b);
«e o Senhor estabeleceu uma aliança com ele»


Leitura do Livro do Génesis

Naqueles dias, foi dirigida a Abrão a palavra do Senhor numa visão: «Não temas, Abrão: Eu sou o teu escudo; será grande a tua recompensa». Abrão respondeu: «Senhor, meu Deus, que me dareis? Vou partir desta vida sem descendência e o herdeiro da minha casa é Eliezer de Damasco». E continuou: «Vós não me destes descendência e um servo nascido na minha casa é que será o meu herdeiro». Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: «Não é ele que será o teu herdeiro; o teu herdeiro vai ser alguém nascido do teu sangue». Deus levou Abrão para fora de casa e disse-lhe: «Olha para o céu e conta as estrelas, se as puderes contar». E acrescentou: «Assim será a tua descendência». Abrão acreditou no Senhor, o que lhe foi atribuído como justiça. Disse-lhe Deus: «Eu sou o Senhor que te mandou sair de Ur dos caldeus, para te dar a posse desta terra». Abrão perguntou: «Senhor, meu Deus, como saberei que a vou possuir?» O Senhor respondeu-lhe: «Toma uma vitela de três anos, uma cabra de três anos e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho». Abrão foi buscar todos esses animais, cortou-os ao meio e pôs cada metade em frente da outra metade; mas não cortou as aves. Os abutres desceram sobre os cadáveres, mas Abrão pô-los em fuga. Ao pôr do sol, apoderou-se de Abrão um sono profundo, enquanto o assaltava um grande e escuro terror. Quando o sol desapareceu e caíram as trevas, um brasido fumegante e um archote de fogo passaram entre os animais cortados. Nesse dia, o Senhor estabeleceu com Abrão uma aliança, dizendo: «Darei esta terra aos teus descendentes, desde o rio do Egipto até ao grande rio Eufrates».

Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 104 (105), 1-2.3-4.6-7.8-9 (R. 8a)
Refrão: O Senhor recorda a sua aliança para sempre. Repete-se

Ou: Aleluia. Repete-se

Aclamai o nome do Senhor,
anunciai entre os povos as suas obras.
Cantai-Lhe salmos e hinos,
proclamai todas as suas maravilhas. Refrão

Gloriai-vos no seu santo nome,
exulte o coração dos que procuram o Senhor.
Considerai o Senhor e o seu poder,
procurai sempre a sua face. Refrão

Descendentes de Abraão, seu servo,
filhos de Jacob, seu eleito,
O Senhor é o nosso Deus
e as suas sentenças são lei em toda a terra. Refrão

Ele recorda sempre a sua aliança,
a palavra que empenhou para mil gerações,
o pacto que estabeleceu com Abraão,
o juramento que fez a Isaac. Refrão


ALELUIA Jo 15, 4a.5b
Refrão: Aleluia Repete-se

Permanecei em Mim e Eu em vós, diz o Senhor:
quem permanece em Mim dá muito fruto. Refrão


EVANGELHO Mt 7, 15-20
«Pelos frutos os conhecereis»


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Acautelai-vos dos falsos profetas, que andam vestidos de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. Pelos frutos os conhecereis. Poderão colher-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos? Assim, toda a árvore boa dá bons frutos e toda a árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Portanto, pelos frutos os conhecereis».

Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Por este sacrifício de reconciliação e de louvor,
purificai, Senhor, os nossos corações,
para que se tornem uma oblação agradável a vossos olhos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 144, 15
Os olhos de todos esperam em Vós, Senhor,
e a seu tempo lhes dais o alimento.

Ou Jo 10, 11.15
Eu sou o Bom Pastor
e dou a vida pelas minhas ovelhas, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos renovastes
pela comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo,
fazei que a participação nestes mistérios
nos alcance a plenitude da redenção.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 





«Trabalha para que o diabo te encontre sempre ocupado. De preferência ocupa-te nas ‘obras do Pai’. 
cf Jo 10,37».






ORAÇÃO BÍBLICA

Reza a PALAVRA do dia


1. Leitura: Lê, respeita, situa o que lês
     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste

 2. Meditação: Interioriza, dialoga, atualiza o que leste
      - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida” 

 3. Oração: Louva o Senhor, suplica, escuta
      - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra


Leituras: Gen 15, 1-12.17-18: Abraão é chamado “pai da nossa fé”, porque acreditou na palavra de Deus, desde o princípio, antes de a ter visto realizada. Foi esta fé que o tornou justo aos olhos de Deus, antes mesmo de ter praticado as obras da fé. É Deus quem justifica, como é Deus que tem a iniciativa da Aliança com os homens, como já a teve na Aliança que fez com Abraão.

Mt 7, 15-20: Os falsos Profetas são os doutores da mentira, que seduzem o povo com falsas aparências de piedade, enquanto, no íntimo, buscam os seus interesses. Este íntimo há-de revelar-se mais nas obras do que nas palavras. A comparação da árvore e dos seus frutos é fácil de compreender, e cheia de sabedoria nascida da experiência. A doutrina de Jesus Cristo é princípio de vida, se é perfeitamente acreditada e perfeitamente vivida. Jesus é o Verbo de Deus, a Palavra por quem tudo foi feito; as suas palavras são também agora em nós criadoras e fonte de vida.  

EVANGELHO 

REZANDO A PALAVRA


ORAÇÃO: Senhor, o teu caminho é difícil e exigente. Pedes que sejamos como Tu, estando dispostos a servir. Ajuda-nos a ser humildes de coração, a ser generosos como Tu, prontos a dar a vida como Tu a deste.





AGENDA DO DIA

17.00 horas: Missa em Gáfete
18.00 horas: Missa em Tolosa
18.00 horas: Missa em Nisa






A VOZ DO PASTOR



FORJAR O CARÁCTER PARA FACILITAR O BEM


Escrever sobre o quê?... Eis o busílis, o fadário. Manter a presença é bom, dizem muitos. Mas escrever sobre o quê? É que o problema não está tanto em escrever sobre o que é importante. Há muita coisa importante sobre a qual se pode escrever, mesmo que, por vezes, o que se escreve faça aquecer os fusíveis de alguns. E há muita gente que mesmo que ninguém venha a ler o que ela escreve, está sempre pronta a escrever sobre o que julga ser muito importante. A nossa principal preocupação, porém, não está em escrever sobre aquilo que se julga ser importante. O tal busílis está, isso sim, em saber sobre o que é que é importante escrever, não só para informar, mas sobretudo para esclarecer e instruir. Mesmo com essa preocupação e algum discernimento, a escolha não deixa de ser sempre muito subjetiva, pois o que me perece importante a mim para eu escrever pode continuar a não ser nada importante para aquele que me vier a ler. E ao pensar nos leitores, muitas vezes vem-me à memória o que se passa em determinados fóruns. Por vezes, torna-se preciso escrever um texto, um texto base sobre um tema anunciado para que o futuro debate sobre ele possa ser melhor orientado e tenha um ponto de partida comum. Lançado o desafio a ver se alguém surge, o possa e queira fazer, ecoa o sábio e silencioso incómodo a fazer presumir que ninguém se julga capaz, muito menos capaz de se oferecer. Logo que o texto aparece, não falta quem salte e chute no relvado a fazer entender que o fazia muito melhor, que está longo, que está curto, que está confuso, que o título não diz nada, que isto não se devia dizer, que aquilo se devia acrescentar, que tem um estilo macarrónico, que falta aqui uma vírgula, acolá umas aspas e por aí fora... De facto, há ossos de ofício a exigir bons dentes, melhor estômago e muita paciência, mesmo muita paciência!...
E por falar em paciência, é mesmo sobre a paciência que hoje vou escrever. A paciência é uma virtude humana. E nestes tempos em que tanta gente corre de um lado para o outro para chegar sempre tarde, em que tudo é urgente, esta virtude, a da paciência, é muito, mesmo muito, muitíssimo importante. Tanto assim que se alguém vier a perder a paciência não lhe resta outro remédio se não ter de continuar a ter paciência, muita paciência. Por isso, não se esqueça, tenha paciência mesmo quando tem pressa e a irritante paciência dos outros lhe faz secar a sua!...  

A paciência é importante na família, no trânsito, no emprego, na escola, no hospital, no lar, na doença, na repartição pública, nas bizantinices ou chinesices em que, por vezes, nos ocupamos, no ter de ouvir este ou aquele, na pesca e na caça, no estar a ver o futebol do clube de coração ao lado de um amigo adepto do clube adversário, no ter de suportar os anúncios num telejornal que abusa dos ouvintes ou só dá notícias de faca e alguidar, de desgraças. A paciência é importante aqui, acolá, mais além, em toda a parte e diante de qualquer incómodo, situação ou bicho careta. É a virtude da maturidade, do autocontrolo, a virtude de quem tem a capacidade de amar, de perdoar, de suportar as fraquezas dos outros. É a nobreza de quem espera, de quem crê, de quem reza, de quem sofre, de quem perde, de quem privilegia a paz e a tolerância, a sã convivência e a educação. É a sabedoria de quem é capaz de engolir em seco para não responder ao chefe, de quem tem de engolir sapos para aguentar desavenças ou ouvir barbaridades. É a sabedoria que recompensa, resolve conflitos, desarma. Quando existe, ela permite contar, pelo menos até 10 e devagar, antes de dar uma qualquer resposta a quem, sem razão nem estilo, nos faz saltar a tampa. Para ter esta capacidade de suportar todas as contrariedades, dissabores e infelicidades com verdadeiro fair play, é preciso, de facto, ter uma paciência de Job ou de santo, como sói dizer-se.  

O Catecismo da Igreja Católica ensina que a paciência é um fruto do Espírito Santo. Que todas as virtudes humanas “são atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade que regulam os nossos atos, ordenam as nossas paixões e guiam o nosso procedimento segundo a razão e a fé. Conferem facilidade, domínio e alegria para se levar uma vida moralmente boa” (CIgC1804). E se fala das virtudes humanas, fala também das virtudes cardeais: prudência, justiça, fortaleza e temperança; e fala das virtudes teologais: fé, esperança e caridade. Explica que as virtudes são “adquiridas pela educação, por atos deliberados e por uma sempre renovada perseverança no esforço. São purificadas e elevadas pela graça divina. Com a ajuda de Deus, forjam o carácter e facilitam a prática do bem”.

 Elas são a cortesia da alma. Se o amigo tiver tempo e paciência e o livro à mão, poderá dar uma voltinha pelo Catecismo da Igreja Católica que nos fala da importância e riqueza das virtudes. Fomentar a cultura da paciência é sempre um belo exercício de paciência!...

E como é saudável apreciar a natureza e dela tirar conclusões! A natureza não se aborrece de esperar, é paciente. Porque é paciente, também não se cansa de dar muitos e variados frutos, e muito bons, e muito apreciados, e para todos, todos usufruem da paciência da natureza, ela é mãe. São Lucas diz-nos que assim como as árvores são conhecidas pelos seus frutos, do mesmo modo os homens são conhecidos pelos seus atos: é pelos frutos que se conhecem as árvores (Lc 6,44).
Obrigado por me ter lido com paciência!

Antonino Dias
Portalegre-Castelo Branco, 21-06-2019.