sábado, 28 de julho de 2018






PARÓQUIAS DE NISA


Domingo, 29 de julho de 2018









XVII domingo do tempo comum
Salt. I





DOMINGO XVII DO TEMPO COMUM

Verde – Ofício do domingo (Semana I do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória, Credo, pf. dominical.

L 1 2 Re 4, 42-44; Sal 144 (145), 10-11. 15-16. 17-18
L 2 Ef 4, 1-6
Ev Jo 6, 1-15


* Proibidas as Missas de defuntos, excepto a exequial.
* Nas Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados – S. Marta, Padroeira – SOLENIDADE
* II Vésp. do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.



MISSA

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 67, 6-7.36
Deus vive na sua morada santa,
Ele prepara uma casa para o pobre.
É a força e o vigor do seu povo.


ORAÇÃO
Deus, protetor dos que em Vós esperam,
sem Vós nada tem valor, nada é santo.
Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia,
para que, conduzidos por Vós,
usemos de tal modo os bens temporais
que possamos aderir desde já aos bens eternos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I 2 Reis 4, 42-44
«Comerão e ainda há de sobrar»


A liturgia continua em si a mesma linha de pensamento e até de acção da Sagrada Escritura. Assim, hoje, faz-nos ler duas passagens semelhantes, uma do Antigo, outra do Novo Testamento: duas multiplicações do pão. Em ambas se pode ver o mesmo dedo de Deus, amigo dos homens, capaz de lhes dar o alimento de que precisam, e, ao mesmo tempo, em ambas se manifesta que é Ele quem está sempre nos gestos e nas palavras dos que actuam e falam em seu nome.

Leitura do Segundo Livro dos Reis
 
Naqueles dias, veio um homem da povoação de Baal-Salisa e trouxe a Eliseu, o homem de Deus, pão feito com os primeiros frutos da colheita. Eram vinte pães de cevada e trigo novo no seu alforge. Eliseu disse: «Dá-os a comer a essa gente». O servo respondeu: «Como posso com isto dar de comer a cem pessoas?». Eliseu insistiu: «Dá-os a comer a essa gente, porque assim fala o Senhor: ‘Comerão e ainda há de sobrar’». Deu-lhos e eles comeram, e ainda sobrou, segundo a palavra do Senhor.

Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 144 (145), 10-11.15-16.17-18 (R. cf. 16)
Refrão: Abris, Senhor, as vossas mãos
e saciais a nossa fome. Repete-se

Graças Vos deem, Senhor, todas as criaturas
e bendigam-Vos os vossos fiéis.
Proclamem a glória do vosso reino
e anunciem os vossos feitos gloriosos. Refrão

Todos têm os olhos postos em Vós,
e a seu tempo lhes dais o alimento.
Abris as vossas mãos
e todos saciais generosamente. Refrão

O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade. Refrão


LEITURA II Ef 4, 1-6
«Um só Corpo, um só Senhor, uma só fé, um só Batismo»


Durante alguns domingos, sete, vamos ler a Epístola aos Efésios. É uma carta maravilhosa, escrita, como algumas outras, da prisão, e em que se aprofunda, de maneira particular, o mistério de Cristo e a vida vivida segundo esse mistério. Hoje insiste-se na unidade que deve reinar entre os cristãos, unidade não apenas de fora, mas de coração, porque todos somos um só, participantes da unidade de Deus, que d’Ele nos vem por Cristo.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios
 
Irmãos: Eu, prisioneiro pela causa do Senhor, recomendo-vos que vos comporteis segundo a maneira de viver a que fostes chamados: procedei com toda a humildade, mansidão e paciência; suportai-vos uns aos outros com caridade; empenhai-vos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz. Há um só Corpo e um só Espírito, como há uma só esperança na vida a que fostes chamados. Há um só Senhor, uma só fé, um só Batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, atua em todos e em todos Se encontra.

Palavra do Senhor.


ALELUIA Lc 7, 16
Refrão: Aleluia. Repete-se

Apareceu entre nós um grande profeta:
Deus visitou o seu povo. Refrão


EVANGELHO Jo 6, 1-15
«Distribuiu-os e comeram quanto quiseram»


A multiplicação dos pães situa-se próximo da Páscoa. Hoje lemos o facto; nos dias seguintes ouviremos o comentário, a catequese que o próprio Senhor Jesus fará deste facto. Mas a multiplicação dos pães e dos peixes é apresentada nos termos da celebração eucarística. Depois da catequese sobre o Batismo na fala com Nicodemos, depois da referência constante ao Espírito Santo, começamos hoje a catequese sobre a Eucaristia. Estamos no ambiente da iniciação cristã.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, ou de Tiberíades. Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele realizava nos doentes. Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?». Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um». Disse-Lhe um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro: «Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?». Jesus respondeu: «Mandai-os sentar». Havia muita erva naquele lugar e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil. Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram. Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca». Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido. Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo». Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.

Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor,
os dons que recebemos da vossa generosidade
e trazemos ao vosso altar,
e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça,
nos santifiquem na vida presente
e nos conduzam às alegrias eternas.
Por Nosso Senhor.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 102, 2
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças os seus benefícios.

Ou Mt 5, 7-8
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho,
fazei que este dom do seu amor infinito
sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor.

.







 « O que damos por gosto não faz falta»

Popular






MÉTODO DE ORAÇÃO BÍBLICA

3.Leitura:  Lê, respeita, situa o que lês 
     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste

 2. Meditação: Interioriza, dialoga, atualiza o que leste
     - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida”

 3. Oração: Louva o Senhor, suplica, escuta
      - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra.

LEITURA: -

MEDITAÇÃO: - Jesus partilha com os discípulos a sua preocupação pelas necessidades das pessoas, e eles procuram resolver o problema com o que têm à mão. A missão dos discípulos é  sintonizar com a preocupação de Jesus e personaliza-la neles próprios, procurando os meios, coloca-los nas mãos do Senhor, para que Ele os fecunde e multiplique a favor de quantos deles têm necessidade. A superabundância dos dons, é fruto da ação de Jesus. A multiplicação do que existe para oferecer, depende totalmente d’Ele e da sua bênção. Saciar os que têm fome, consolar os que sofrem e acolher os sós, é tarefa da comunidade. Assim, tudo o que a comunidade fizer em Seu nome será também o sinal de que Jesus está na comunidade.

ORAÇÃO: - Senhor, quero ver-Te, escutar-Te e sentir-Te presente na vida. Dá-me a graça de Te reconhecer no local onde Te queres manifestar.






AGENDA


09.30 horas: Missa na Falagueira
09.30 horas: Missa em Amieira do Tejo
10.45 horas: Missa em Tolosa
11.00 horas: Missa em Arez
11.00 horas: Missa em Nisa
12.00 horas: Missa em Gáfete
15.30 horas: Missa no Cacheiro
15.30 horas: Missa no Arneiro
15.30 horas: Missa em Montalvão
18.00 horas Missa de festa em Cadafaz – Gavião
18.00 horas: Funeral em Nisa




A VOZ DO PASTOR


NÃO DIGAS QUE É IMPOSSÍVEL

Dizemos que uma pessoa é responsável quando orienta bem a sua vida ou cumpre com zelo e eficácia aquilo que lhe é confiado. Falamos de corresponsabilidade quando a participação num trabalho ou numa missão é da responsabilidade, não de um, mas de alguns ou de todos. E se há muitas coisas de cujo êxito, ou menos êxito, somos corresponsáveis, a tarefa da evangelização é uma delas. É da responsabilidade de todos os batizados, somos corresponsáveis. E esta corresponsabilidade não se exerce colocando-se à janela da vida a olhar quem passa. Ou a peneirar o que os outros fazem e dizem no crivo da maledicência. Tampouco se exerce sendo um mero consumidor de coisas tidas como boas e santas e, pensa-se, quantas mais melhor. A corresponsabilidade implica envolvimento, compromisso, entusiasmo, ser capaz de gerar empatia e de estimular, implica colocar os talentos ao serviço da comunidade.
A primeira ação de corresponsabilidade que todo o batizado deve exercer é com a pessoa do Espírito Santo. A construção da santidade acontece pela ação do Espírito Santo em nós. Ele cria-nos nos segredos de Deus, faz nascer a fé nos nossos corações, derrama em nós o amor de Deus, ensina-nos a rezar, dá-nos uma vida nova e faz-nos viver n’Ele, com Ele e a partir d’Ele. Isto, porém, reclama a nossa resposta e colaboração. Deus nada impõe, propõe, respeita a nossa liberdade. A liberdade, porém, não é fazer o que muito bem entendo e quero ou me dá na real gana. É fazer o que devo, por respeito a mim próprio e aos outros.
Em toda a Sua vida, Jesus foi corresponsável, foi livre na obediência. Assumiu o projeto do Pai e ofereceu-Se com total generosidade até ao fim, até tudo estar consumado. A Sua vontade era fazer a vontade d’Aquele que o enviara e consumar toda a Sua obra. Sabia o que tinha a fazer, promovia diligentemente a sua implementação, vivia em total obediência ao Pai e em plena comunhão com Ele.
Maria também assumiu o dinamismo da corresponsabilidade. Ela deu um “Sim” consistente e sempre renovado ao longo de toda a sua vida, até ao alto do Calvário, até ao pé da Cruz. Faça-se em Mim segundo a Sua Palavra, foi o Seu lema. Com determinação e confiança, lançou-Se nessa aventura, ajudando a concretizar os projetos de Deus a respeito da humanidade, mesmo quando não entendia bem o seu alcance e até lhe parecia que o Seu Filho já não fechava bem a gaveta (Mc 3,20-21).
A própria Criação dá-nos um testemunho de corresponsabilidade ímpar. Tudo foi gerado pelo Verbo de Deus. A complexidade do Universo aponta os céus e canta as glórias do Senhor de forma ordenada e bela, numa sinfonia incrível. Todas as coisas se movem em numerosas formas de relação e de participação, cada uma segundo a sua natureza, todas elas a viverem e a subsistirem numa harmonia verdadeiramente admirável, divina.
São Paulo usa a figura do corpo para descrever a corresponsabilidade na Igreja. É o bom funcionamento de cada uma das partes do corpo, cada uma no seu lugar, sem ciúmes ou inveja de qualquer outra parte ou função, sem se julgar mais ou menos importante, é essa corresponsabilidade funcional que dá harmonia e beleza ao corpo. Nenhuma parte é secundária, dispensável ou inútil. Assim, a unidade bela da Igreja é construída por toda a diversidade que a compõe: diferentes são os estilos e as personalidades, os dons e os carismas, as capacidades e os níveis de intervenção social, diferentes são a formação humana e académica, a língua, a raça, a cultura, a atividade, a situação geográfica…
Como cristãos, somos, de uma forma mais consciente e firme, corresponsáveis pela sorte de todos os outros, incluindo a própria criação, a nossa casa comum, a começar pela família. A família é o primeiro espaço que nos leva a reconhecer a beleza da unidade na diversidade. Nela há a diversidade de pessoas, de idades e de talentos, de experiências e de cultura, de direitos e de deveres, de afazeres e de gostos. Cada um sente-se corresponsável pelo bem do todo que é a família, comunidade de vida e de amor a caminho da santidade, espaço de entendimento e de enriquecimento mútuo, espaço de alegria e de paz, no meio de alegrias e tristezas, de fracassos e êxitos.
Na comemoração do cinquentenário da instituição do Sínodo dos Bispos, o Papa Francisco chamou a atenção para a necessidade e a beleza de “caminhar juntos». O mundo, em que vivemos e que somos chamados a amar e a servir “exige da Igreja o reforço das sinergias em todas as áreas da sua missão”. Cada um de nós, os batizados, “independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de evangelização…». E é-o na política e na economia, na cultura e nas ciências, nas artes e nos ofícios, nas escolas e nos serviços públicos, nas empresas e na comunicação social, mo lazer e no desporto…
E afirmava Santo Atanásio, no século IV: “Nada há mais frio do que um cristão que não se preocupa com a salvação dos outros”. E continuava: “Se o fermento misturado à farinha não fizer levedar toda a massa, terá sido verdadeiro fermento? E que se há de dizer dum perfume que não espalhe a sua fragrância? Havemos de lhe chamar perfume? Não digas: Não sou capaz de influenciar os outros. Se fores cristão verdadeiro, é impossível que o não faças. Se é certo que não há contradição na natureza, também é certo o que afirmamos: faz parte da natureza do cristão influir nos seus semelhantes. Não injuries a Deus. Se disseres que o sol não é capaz de brilhar, afrontas o sol; se disseres que um cristão não pode ser útil a ninguém, ofendes a Deus e chamas-Lhe mentiroso. Ora mais fácil é o sol não aquecer nem brilhar do que um cristão não irradiar a sua luz: mais fácil que isto seria transformar-se a luz em trevas. Não digas que é impossível: o contrário é que é impossível. Não injuries a Deus. Se fizermos bem o que está na nossa mão, tudo o mais de que falamos se seguirá como consequência natural. A luz do cristão não pode ficar escondida; uma lâmpada tão resplandecente não se pode ocultar”. E afirmava Madre Teresa de Calcutá: “As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam”. Ou: “A maior enfermidade é não ser ninguém para ninguém”.

Antonino Dias
Portalegre, 27-07-2018.



sexta-feira, 27 de julho de 2018





PARÓQUIAS DE NISA


Sábado, 28 de julho de 2018









Sábado da XVI semana do tempo comum
Salt. IV





SÁBADO da semana XVI

Santa Maria no Sábado – MF

Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha

L 1 Jer 7, 1-11; Sal 83 (84), 3. 4. 5-6a e 8a. 11
Ev Mt 13, 24-30


* Na Ordem dos Carmelitas Descalços – B. João Soreth – MF
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – B. Maria Teresa Kowalska, virgem e mártir, da II Ordem – MF
* Na Instituição Teresiana – S. Pedro Poveda Castroverde, mártir e Fundador – SOLENIDADE
* Nas Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados – I Vésp. de S. Marta.
* I Vésp. do domingo – Compl. dep. I Vésp. dom.



MISSA

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 53, 6.8
Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida.
De todo o coração Vos oferecerei sacrifícios,
cantando a glória do vosso nome.

ORAÇÃO
Sede propício, Senhor, aos vossos servos
e multiplicai neles os dons da vossa graça,
para que, fervorosos na fé, esperança e caridade,
perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Jer 7, 1-11
«Será porventura um covil de ladrões
esta casa onde é invocado o meu nome?»


Esta palavra, que será repetida por Jesus no templo, disse-a já o profeta aos seus contemporâneos para os chamar à prática de uma religião sincera e interior e os afastar da hipocrisia. Não pode haver descontinuidade entre a oração e a vida dos outros momentos. Não é só no templo que se é praticante da fé cristã.

Leitura do Livro de Jeremias

Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta Jeremias: «Vai à entrada do templo do Senhor e proclama ali a seguinte mensagem: Escutai a palavra do Senhor, vós todos, homens de Judá, que entrais por estas portas para adorar o Senhor. Assim fala o Senhor do Universo, o Deus de Israel: Emendai os vossos caminhos e as vossas ações e Eu vos deixarei habitar neste lugar. Não vos fieis em palavras enganadoras, dizendo: ‘É o templo do Senhor, o templo do Senhor, o templo do Senhor!’. Mas se endireitardes os vossos caminhos e corrigirdes as vossas obras, se praticardes a justiça uns para com os outros, se não oprimirdes o estrangeiro, o órfão e a viúva, se não derramardes neste lugar sangue inocente, se não seguirdes outros deuses para vossa desgraça, então vos deixarei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais desde há muito e para sempre. Mas vós fiais-vos em palavras enganadoras que para nada servem. Assim podeis roubar, matar, cometer adultério, jurar falso, queimar incenso a Baal, seguir deuses estrangeiros que não conheceis. Depois vindes aqui apresentar-vos diante de Mim, nesta casa em que é invocado o meu nome, e dizeis: ‘Estamos salvos’, para voltar a cometer todas essas abominações. Será porventura um covil de salteadores esta casa onde é invocado o meu nome? Eu também vi tudo isto».

Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 83 (84), 3.4.5-6a e 8a.11 (R. 2)
Refrão: Como é agradável a vossa morada,
Senhor do Universo! Repete-se

A minha alma suspira ansiosamente
pelos átrios do Senhor.
O meu ser e a minha carne
exultam no Deus vivo. Refrão

Até as aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos,
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus. Refrão

Felizes os que moram em vossa casa:
podem louvar-Vos continuamente.
Felizes os que em Vós encontram a sua força,
os que caminham para ver a Deus em Sião. Refrão

Um dia em vossos átrios
vale por mais de mil longe de Vós.
Antes quero ficar no vestíbulo da casa do meu Deus,
do que habitar nas tendas dos pecadores. Refrão


ALELUIA Tg 1, 21bc
Refrão: Aleluia Repete-se


Acolhei docilmente a palavra em vós plantada,
que pode salvar as vossas almas. Refrão


EVANGELHO Mt 13, 24-30
«Deixai-os crescer ambos até à ceifa»


A parábola do trigo e do joio vem mostrar-nos que o bem e o mal andarão sempre de mistura, durante os dias desta vida; mas também que Deus nunca abandona este mundo, antes o tem em suas mãos, e, por fim, Ele próprio saberá salvar o bem do meio de todo o mal que, porventura, o envolva. Este julgamento começa agora já, na medida em que a palavra de Deus vai apontando a cada um o caminho da salvação e afastando-o do caminho da perdição.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus disse às multidões mais esta parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um homem que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi-se embora. Quando o trigo cresceu e começou a espigar, apareceu também o joio. Os servos do dono da casa foram dizer-lhe: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde vem então o joio?’. Ele respondeu-lhes: ‘Foi um inimigo que fez isso’. Disseram-lhe os servos: ‘Queres que vamos arrancar o joio?’. ‘Não! – disse ele – não suceda que, ao arrancardes o joio, arranqueis também o trigo. Deixai-os crescer ambos até à ceifa e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar; e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro’».

Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Senhor, que levastes à plenitude os sacrifícios da Antiga Lei
no único sacrifício de Cristo,
aceitai e santificai esta oblação dos vossos fiéis,
como outrora abençoastes a oblação de Abel;
e fazei que os dons oferecidos em vossa honra por cada um de nós
sirvam para a salvação de todos.
Por Nosso Senhor.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Salmo 110, 4-5
O Senhor misericordioso e compassivo
instituiu o memorial das suas maravilhas,
deu sustento àqueles que O temem.

Ou Ap 3, 20
Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor.
Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta,
entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Protegei, Senhor, o vosso povo
que saciastes nestes divinos mistérios
e fazei-nos passar da antiga condição do pecado
à vida nova da graça.
Por Nosso Senhor.







 « O verdadeiro testemunho que transmitimos é aquele que vivemos; seremos bons pregadores na medida em que vivemos o que anunciamos»

Francisco de Assis






MÉTODO DE ORAÇÃO BÍBLICA

3.Leitura:  Lê, respeita, situa o que lês 
     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste

 2. Meditação: Interioriza, dialoga, atualiza o que leste
     - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida”

 3. Oração: Louva o Senhor, suplica, escuta
      - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra.

LEITURA: -

MEDITAÇÃO: - Jesus compara o Reino dos Céus a um homem que só semeia boa semente. Porém, no mesmo campo o inimigo semeia erva ruim, mas o agricultor decide deixar que a erva ruim cresça juntamente até à ceifa. Mas então, será que o Reino é um lugar de compaixão e esperança ou de uma simples tolerância?

ORAÇÃO: - Senhor, quero ver-Te, escutar-Te e sentir-Te presente na vida. Dá-me a graça de Te reconhecer no local onde Te queres manifestar.






AGENDA

08.30 horas: Funeral em Gáfete
11.30 horas: Casamento em Nossa Senhora da Graça
11.30 horas: Casamento na Capela de Santo António -. Nisa
12.00 horas: Batizado em Tolosa
15.00 horas: Missa em Salavessa
16.00 horas: Missa em Pé da Serra
16.00 horas: Missa no Pardo
18.00 horas: Missa em Nisa – Espírito Santo




A VOZ DO PASTOR


NÃO DIGAS QUE É IMPOSSÍVEL

Dizemos que uma pessoa é responsável quando orienta bem a sua vida ou cumpre com zelo e eficácia aquilo que lhe é confiado. Falamos de corresponsabilidade quando a participação num trabalho ou numa missão é da responsabilidade, não de um, mas de alguns ou de todos. E se há muitas coisas de cujo êxito, ou menos êxito, somos corresponsáveis, a tarefa da evangelização é uma delas. É da responsabilidade de todos os batizados, somos corresponsáveis. E esta corresponsabilidade não se exerce colocando-se à janela da vida a olhar quem passa. Ou a peneirar o que os outros fazem e dizem no crivo da maledicência. Tampouco se exerce sendo um mero consumidor de coisas tidas como boas e santas e, pensa-se, quantas mais melhor. A corresponsabilidade implica envolvimento, compromisso, entusiasmo, ser capaz de gerar empatia e de estimular, implica colocar os talentos ao serviço da comunidade.

A primeira ação de corresponsabilidade que todo o batizado deve exercer é com a pessoa do Espírito Santo. A construção da santidade acontece pela ação do Espírito Santo em nós. Ele cria-nos nos segredos de Deus, faz nascer a fé nos nossos corações, derrama em nós o amor de Deus, ensina-nos a rezar, dá-nos uma vida nova e faz-nos viver n’Ele, com Ele e a partir d’Ele. Isto, porém, reclama a nossa resposta e colaboração. Deus nada impõe, propõe, respeita a nossa liberdade. A liberdade, porém, não é fazer o que muito bem entendo e quero ou me dá na real gana. É fazer o que devo, por respeito a mim próprio e aos outros.

Em toda a Sua vida, Jesus foi corresponsável, foi livre na obediência. Assumiu o projeto do Pai e ofereceu-Se com total generosidade até ao fim, até tudo estar consumado. A Sua vontade era fazer a vontade d’Aquele que o enviara e consumar toda a Sua obra. Sabia o que tinha a fazer, promovia diligentemente a sua implementação, vivia em total obediência ao Pai e em plena comunhão com Ele.

Maria também assumiu o dinamismo da corresponsabilidade. Ela deu um “Sim” consistente e sempre renovado ao longo de toda a sua vida, até ao alto do Calvário, até ao pé da Cruz. Faça-se em Mim segundo a Sua Palavra, foi o Seu lema. Com determinação e confiança, lançou-Se nessa aventura, ajudando a concretizar os projetos de Deus a respeito da humanidade, mesmo quando não entendia bem o seu alcance e até lhe parecia que o Seu Filho já não fechava bem a gaveta (Mc 3,20-21).

A própria Criação dá-nos um testemunho de corresponsabilidade ímpar. Tudo foi gerado pelo Verbo de Deus. A complexidade do Universo aponta os céus e canta as glórias do Senhor de forma ordenada e bela, numa sinfonia incrível. Todas as coisas se movem em numerosas formas de relação e de participação, cada uma segundo a sua natureza, todas elas a viverem e a subsistirem numa harmonia verdadeiramente admirável, divina.

São Paulo usa a figura do corpo para descrever a corresponsabilidade na Igreja. É o bom funcionamento de cada uma das partes do corpo, cada uma no seu lugar, sem ciúmes ou inveja de qualquer outra parte ou função, sem se julgar mais ou menos importante, é essa corresponsabilidade funcional que dá harmonia e beleza ao corpo. Nenhuma parte é secundária, dispensável ou inútil. Assim, a unidade bela da Igreja é construída por toda a diversidade que a compõe: diferentes são os estilos e as personalidades, os dons e os carismas, as capacidades e os níveis de intervenção social, diferentes são a formação humana e académica, a língua, a raça, a cultura, a atividade, a situação geográfica…
Como cristãos, somos, de uma forma mais consciente e firme, corresponsáveis pela sorte de todos os outros, incluindo a própria criação, a nossa casa comum, a começar pela família. A família é o primeiro espaço que nos leva a reconhecer a beleza da unidade na diversidade. Nela há a diversidade de pessoas, de idades e de talentos, de experiências e de cultura, de direitos e de deveres, de afazeres e de gostos. Cada um sente-se corresponsável pelo bem do todo que é a família, comunidade de vida e de amor a caminho da santidade, espaço de entendimento e de enriquecimento mútuo, espaço de alegria e de paz, no meio de alegrias e tristezas, de fracassos e êxitos.

Na comemoração do cinquentenário da instituição do Sínodo dos Bispos, o Papa Francisco chamou a atenção para a necessidade e a beleza de “caminhar juntos». O mundo, em que vivemos e que somos chamados a amar e a servir “exige da Igreja o reforço das sinergias em todas as áreas da sua missão”. Cada um de nós, os batizados, “independentemente da própria função na Igreja e do grau de instrução da sua fé, é um sujeito ativo de evangelização…». E é-o na política e na economia, na cultura e nas ciências, nas artes e nos ofícios, nas escolas e nos serviços públicos, nas empresas e na comunicação social, mo lazer e no desporto…

E afirmava Santo Atanásio, no século IV: “Nada há mais frio do que um cristão que não se preocupa com a salvação dos outros”. E continuava: “Se o fermento misturado à farinha não fizer levedar toda a massa, terá sido verdadeiro fermento? E que se há de dizer dum perfume que não espalhe a sua fragrância? Havemos de lhe chamar perfume? Não digas: Não sou capaz de influenciar os outros. Se fores cristão verdadeiro, é impossível que o não faças. Se é certo que não há contradição na natureza, também é certo o que afirmamos: faz parte da natureza do cristão influir nos seus semelhantes. Não injuries a Deus. Se disseres que o sol não é capaz de brilhar, afrontas o sol; se disseres que um cristão não pode ser útil a ninguém, ofendes a Deus e chamas-Lhe mentiroso. Ora mais fácil é o sol não aquecer nem brilhar do que um cristão não irradiar a sua luz: mais fácil que isto seria transformar-se a luz em trevas. Não digas que é impossível: o contrário é que é impossível. Não injuries a Deus. Se fizermos bem o que está na nossa mão, tudo o mais de que falamos se seguirá como consequência natural. A luz do cristão não pode ficar escondida; uma lâmpada tão resplandecente não se pode ocultar”. E afirmava Madre Teresa de Calcutá: “As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam”. Ou: “A maior enfermidade é não ser ninguém para ninguém”.

Antonino Dias
Portalegre, 27-07-2018.



quinta-feira, 26 de julho de 2018






PARÓQUIAS DE NISA


Sexta, 27 de julho de 2018









Sexta da XVI semana do tempo comum
Salt. IV





SEXTA-FEIRA da semana XVI

Verde – Ofício da féria.

L 1 Jer 3, 14-17; Sal Jer 31, 10. 11-12ab. 13
Ev Mt 13, 18-23


* Na Diocese do Porto (Porto) – S. Pantaleão, mártir – MF
* Na Ordem Carmelita e na Ordem dos Carmelitas Descalços – B. Tito Brandsma, presbítero e mártir – MO e MF
* Na Ordem Franciscana (II Ordem) – B. Maria Madalena Martinengo, virgem, da II Ordem – MF
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – B. Maria Madalena Martinengo, virgem, da II Ordem – MF
* Na Instituição Teresiana – I Vésp. de S. Pedro Poveda Castroverde.



MISSA

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 53, 6.8
Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida.
De todo o coração Vos oferecerei sacrifícios,
cantando a glória do vosso nome.


ORAÇÃO
Sede propício, Senhor, aos vossos servos
e multiplicai neles os dons da vossa graça,
para que, fervorosos na fé, esperança e caridade,
perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Jer 3, 14-17
«Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração
e reunirei todos os povos em Jerusalém»

Esta profecia é o anúncio do fim do exílio e da restauração dos reinos de Judá e de Israel. Nesses dias, nem a Arca da Aliança será necessária, porque Deus reinará no meio do seu povo e a própria cidade será toda ela o “Trono do Senhor”. Este mistério, aqui anunciado pelo profeta, terá a sua realização plena na Igreja de Cristo, e finalmente, de maneira perfeita, na Jerusalém celeste, como o Apocalipse o deixará entrever.

Leitura do Livro de Jeremias

Assim fala o Senhor: «Voltai para Mim, filhos rebeldes, porque Eu sou o vosso Senhor. Eu vos tomarei, um de uma cidade e dois de uma família, para vos conduzir a Sião. Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentarão com inteligência e sabedoria. Nesses dias – diz o Senhor – quando crescerdes e vos multiplicardes na terra, não mais se falará da arca da aliança do Senhor. Não tornará a ser recordada, ninguém mais pensará nela; nunca se dará pela sua falta, nem será construída outra nova. Nesse tempo, chamarão a Jerusalém ‘Trono do Senhor’; em Jerusalém se reunirão todos os povos em nome do Senhor e não seguirão mais a dureza do seu coração perverso».

Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Jer 31, 10.11-12ab.13 (R. cf. 10d)
Refrão: Como o pastor guarda o seu rebanho,

assim nos guarda o Senhor. Repete-se

Escutai, ó povos, a palavra do Senhor
e anunciai-a às ilhas distantes:
Aquele que dispersou Israel vai reuni-lo
e guardá-lo como um pastor ao seu rebanho. Refrão

O Senhor resgatou Jacob
e libertou-o das mãos do seu dominador.
Regressarão com brados de alegria ao monte Sião,
acorrendo às bênçãos do Senhor. Refrão

A virgem dançará alegremente,
exultarão os jovens e os velhos.
Converterei o seu luto em alegria
e a sua dor será mudada em consolação e júbilo. Refrão


ALELUIA cf. Lc 8, 15
Refrão: Aleluia Repete-se


Felizes os que recebem a palavra de Deus
de coração sincero e generoso
e produzem fruto pela perseverança. Refrão


EVANGELHO Mt 13, 18-23
«Aquele que ouve a palavra e a compreende, esse dá fruto»

Jesus dá a explicação da parábola do semeador. A semente é sempre boa, porque é a palavra de Deus, mas o fruto depende do acolhimento que a terra lhe dá, da atenção que ela encontra no coração de cada homem.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Escutai o que significa a parábola do semeador: Quando um homem ouve a palavra do reino e não a compreende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho. Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos é o que ouve a palavra e a acolhe de momento com alegria, mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbe logo. Aquele que recebeu a semente entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza sufocam a palavra, que assim não dá fruto. E aquele que recebeu a palavra em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende. Esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um».

Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Senhor, que levastes à plenitude os sacrifícios da Antiga Lei
no único sacrifício de Cristo,
aceitai e santificai esta oblação dos vossos fiéis,
como outrora abençoastes a oblação de Abel;
e fazei que os dons oferecidos em vossa honra por cada um de nós
sirvam para a salvação de todos.
Por Nosso Senhor.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Salmo 110, 4-5
O Senhor misericordioso e compassivo
instituiu o memorial das suas maravilhas,
deu sustento àqueles que O temem.

Ou Ap 3, 20
Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor.
Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta,
entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Protegei, Senhor, o vosso povo
que saciastes nestes divinos mistérios
e fazei-nos passar da antiga condição do pecado
à vida nova da graça.
Por Nosso Senhor.







 «Onde está Deus? No coração de quem faz a pergunta»

Júlio C. Labaké






MÉTODO DE ORAÇÃO BÍBLICA

3.Leitura:  Lê, respeita, situa o que lês 
     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste

 2. Meditação: Interioriza, dialoga, atualiza o que leste
     - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida”

 3. Oração: Louva o Senhor, suplica, escuta
      - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra.

LEITURA: - A parábola do semeador é um retrato das diversas atitudes que o homem poderá ter perante a Palavra de Deus: abandona-la à primeira dificuldade, despreza-la, desinteressar-se; ou acolhe-la, compreende-la, dar muito fruto graças à própria Palavra.

MEDITAÇÃO: - Três elementos são significativos nesta parábola: o semeador que é Deus, a semente que é a Palavra, e o homem que é a terra onde ela cai. Deus lança a sente e todos por igual. O único que muda é o modo como o homem se predispõe a receber esta semente. Semente que é preciso proteger, cuidar e regar para que possa germinar, crescer e dar fruto.

ORAÇÃO: - Senhor, prepara o coração dos jovens para que saibam acolher a tua graça e reconhecer a tua presença em suas vidas.






AGENDA

18.00 horas: Missa em Nisa – Espirito Santo.




A VOZ DO PASTOR


SÓ OS PEQUENINOS ENTENDERÃO

Muita gente escreve sobre muita coisa. E bem, gosto de ler. Há textos belíssimos em diversas áreas, textos bonitos em conteúdo e forma, aprendo sempre. Da minha parte, e atendendo à missão que me cabe, vou recordando o que é importante não esquecer, consciente de que muitos não gostarão nem do conteúdo nem da forma. Mas esta diversidade é bonita, faz bem, confronta, leva a pensar, contribui para o enriquecimento pessoal e para a beleza da unidade sem uniformizar. Dentro deste proceder, vou recordar mais um aspeto essencial da nossa vida.
Muitas vezes ouvimos dizer: “porque não tenho nada que fazer, vou aproveitar o tempo, vou rezar!” “Não, eu não rezo porque não tenho tempo, tenho muito que fazer, tenho muito trabalho!”
Entendo que não se reza para aproveitar o tempo. Não se reza porque não se tem mais nada que fazer. Não se deve deixar de rezar porque se tem muito que fazer, não se tem tempo! As razões subjacentes a estas atitudes prendem-se talvez com o facto de não se saber bem o que é a oração e também com o facto de não se saber bem o que é rezar. É verdade que a oração é uma aprendizagem constante que também reclama trabalho cuidadoso e momentos fortes de oração na diversidade das suas expressões. Como nos ensina a Igreja, o dinamismo do amor vivido na oração configura a existência, a identidade e a ação do discípulo.
Segundo São Francisco de Sales, tal como as plantas dão fruto cada uma segundo a sua espécie, assim os cristãos, como plantas vivas da Igreja, devem produzir frutos de devoção segundo a sua qualidade, o seu estado e a sua vocação. Assim, segundo ele, a devoção deve “ser exercida de maneira diferente pelo fidalgo e pelo operário, pelo criado e pelo príncipe, pela viúva, a solteira ou a mulher casada; e não somente isto: é necessário acomodar o exercício da devoção às forças, aos trabalhos e aos deveres de cada pessoa em particular”. E faz uma pergunta pertinente: “estaria certo que um bispo quisesse viver na solidão como os Cartuxos; que os casados não quisessem amealhar mais que os Capuchinhos; que o operário passasse o dia na Igreja como o religioso; e que o religioso estivesse sempre sujeito a toda a espécie de encontros para serviço do próximo como o bispo? Não seria ridícula, desordenada e inadmissível tal devoção?”. Este erro, porém, afirma Francisco de Sales, “acontece frequentemente”. Quando a devoção “se torna contrária à legítima ocupação de alguém, é sem dúvida falsa”. A abelha “extrai o mel das flores sem lhes fazer mal, deixando-as intactas e frescas como as encontrou”. A verdadeira devoção “age melhor ainda, porque não somente não prejudica qualquer espécie de vocação ou de tarefa, como ainda as engrandece e embeleza”. Cada um torna-se “mais agradável e perfeito na sua vocação se esta for conjugada com a devoção: a atenção à família torna-se mais paciente, o amor entre marido e mulher mais sincero, mais fiel o serviço que se presta ao príncipe, e mais suave e agradável o desempenho de todas as ocupações. É um erro, se não mesmo uma heresia, querer banir a vida devota do regimento dos soldados, da oficina dos operários, da corte dos príncipes, do lar das pessoas casadas”.
É sempre possível rezar. São João Crisóstomo ensinava que é possível fazer oração fervorosa “mesmo no mercado ou durante um passeio solitário”, mesmo “sentados na vossa loja, a tratar de compras e vendas, até mesmo a cozinhar”.
Na verdade, a devoção pessoal tem vários rostos e maneiras muito próprias. Há muitas formas de oração, nenhuma delas obrigatória ou a exigir posição convencionada. Importante é atingir a meta que nos é proposta, a meta da santidade, cada um segundo o seu ritmo e circunstâncias, mas sem desistir de fazer o seu caminho!... O fundamento desta caminhada é a humildade. Somos mendigos de Deus, quem pede pede com humildade. E a oração verdadeiramente humilde brota do coração. O coração é a morada onde cada um de nós está, onde habita, onde desce. É o lugar do encontro, da aliança, da decisão. O lugar da verdade onde escolhemos a vida incendiados pelo fogo do Espírito Santo (cf. CIC2563).
 Santa Teresa do Menino Jesus dizia que a oração “é um impulso do coração, é um simples olhar lançado para o céu, é um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio das alegrias”. E faz-se em comunhão com Cristo que “sendo o nosso Sacerdote, ora por nós; sendo a nossa Cabeça, ora em nós; e sendo o nosso Deus, a Ele oramos”. Importa, isso sim, é reconhecer “n’Ele a nossa voz e a voz d’Ele em nós” (S. Agostinho). Esta permanente recordação de Jesus ao longo do dia, manifestada, por exemplo, em pequeninos atos de fé leva-nos a estar habitualmente na presença de Deus, gera o amor e a alegria, a confiança e a intimidade, dá força e sentido às coisas da vida e à própria à vida. O Catecismo da Igreja Católica garante-nos que a invocação do santo nome de Jesus muitas vezes repetido por um coração humilde é o caminho mais simples da oração contínua (cf. CIC2668). São Paulo, por sua vez, retomando o versículo do Profeta Joel, afirma que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rom 10,13). Invocar o nome do Senhor é voltarmo-nos para Ele, é abandonarmo-nos a Ele, é viver n’Ele e Ele em nós. Citando de novo São Francisco de Sales numa carta que escreveu a Joana de Chantal, ele exortava-a a que pronunciasse, do fundo do coração, com amor, o nome de Jesus a fim de que a Sua presença marcasse toda a sua vida, todo o seu ser. Há muita gente que tem este hábito de oração, o de repetir o nome de Jesus ou outras expressões ou jaculatórias que lhe são mais caras. Pessoalmente tenho predileção especial pelo ato de fé e humildade que São Tomé, naquelas circunstâncias, fez diante de Jesus: “Meu Senhor e meu Deus!”(Jo 20,28). O mundo apresenta-nos muitos senhores, com ou sem gravata. Jesus, porém, quer se aceite ou não, é o único Senhor! A sociedade fabrica, promove, adora e serve muitos deuses. O desafio, no entanto, é só um, o verdadeiro: “Adorarás ao Senhor teu Deus e somente a Ele servirás” (Mt 4,10). Os sábios e inteligentes deste mundo, apoiados no que têm, podem e julgam saber, têm dificuldade em aceitar estes sinais de pista. Os pequeninos, os mansos e humildes de coração, agradecidos, seguem-nos com muita alegria e esperança.

Antonino Dias
Portalegre, 20-07-2018.