domingo, 3 de outubro de 2021

 


 

PARÓQUIAS DE NISA 

 

Segunda, 04 de outubro de 2021

 

Segunda-feira da XXVII semana do tempo comum

 

 

LITURGIA

 

 

Segunda-feira da semana XXVII

S. Francisco de Assis – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1 Jonas 1,1 – 2,1.11; Sal Jonas 2, 3. 4. 5. 8
Ev Lc 10, 25-37

* Na Ordem Franciscana – S. Francisco de Assis, diácono, Fundador e Titular– SOLENIDADE
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – Seráfico Pai São Francisco de Assis, diácono – SOLENIDADE
* Na Ordem Hospitaleira de S. João de Deus (Hospital de S. João de Deus de Montemor-o-Novo) – Aniversário da Dedicação da Igreja própria – SOLENIDADE
* Na Ordem de São Domingos – S. Francisco de Assis – FESTA

 

S. FRANCISCO DE ASSIS

 

Nota Histórica:

Nasceu em Assis, no ano 1182. Depois de uma juventude leviana, converteu se a Cristo, renunciou a todos os bens paternos e entregou se inteiramente a Deus. Abraçou a pobreza para seguir mais perfeitamente o exemplo de Cristo e pregava a todos o amor de Deus. Formou os seus companheiros com normas excelentes, inspiradas no Evangelho, que foram aprovadas pela Sé Apostólica. Fundou também uma Ordem de religiosas e uma Ordem Terceira para seculares; e promoveu a pregação da fé entre os infiéis. Morreu em 1226.

 

MISSA

 

ANTÍFONA DE ENTRADA
São Francisco, homem de Deus, deixou a sua casa
e a sua herança
e fez-se pobre e humilde: mas o Senhor tomou-o para Si.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, que fizestes de São Francisco de Assis, pobre e humilde, uma imagem viva de Jesus Cristo, concedei-nos que, percorrendo os mesmos caminhos, sigamos o vosso Filho e vivamos unidos a Vós na alegria da caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I Gal 6, 14-18
«Por Ele o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo»


Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Gálatas:


Irmãos: Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Pois nem a circuncisão nem a incircuncisão valem alguma coisa: o que tem valor é a nova criatura. Paz e misericórdia para quantos seguirem esta norma, bem como para o Israel de Deus. Doravante ninguém me importune, porque eu trago no meu corpo os estigmas de Jesus. Irmãos, a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com o vosso espírito. Amen.

 
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 15 (16), 1-2a e 5.7-8.11 (R. cf. 5a)
Refrão: O Senhor é a minha herança.

Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio.
Digo ao Senhor: «Vós sois o meu Deus».
Senhor, porção da minha herança e do meu cálice,
está nas vossas mãos o meu destino.

Bendigo o Senhor por me ter aconselhado,
até de noite me inspira interiormente.
O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei.

Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena na vossa presença,
delícias eternas à vossa direita.

ALELUIA cf. Mt 11, 25
Refrão: Aleluia. Repete-se

Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,
porque revelastes aos humildes os mistérios do reino. Refrão

EVANGELHO Mt 11, 25-30
«Escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes
e as revelaste aos pequeninos»


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

 
Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve».

 
Palavra da salvação.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Recebei, Senhor, os nossos dons e tornai-nos dignos de celebrar o mistério da cruz, ao qual São Francisco se consagrou com todo o ardor do seu coração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Mt 5, 3
Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o reino dos Céus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Por esta comunhão que recebemos, concedei-nos, Senhor, que, imitando a caridade e o zelo apostólico de São Francisco, sintamos em nós a eficácia do vosso amor e trabalhemos pela salvação de todos os homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Fi¬lho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

MÉTODO DE ORAÇÃO BÍBLICA

 

 

1. Leitura:  - Lê, respeita, situa o que lês.

     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste 

2. Meditação:  - Interioriza, dialoga, atualiza o que leste.

     - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida” 

3. Oração:  - Louva o Senhor, suplica, escuta.

     - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra.

LEITURAS:

 AGENDA DO DIA:

17.00 horas: Funeral em Nisa

17.30 horas: Oração do Terço na Igreja do Espírito Santo.

 

 

PENSAMENTO DO DIA

 

“Santo Anjo do Senhor, 
meu zeloso guardador, 
pois que a ti me confiou a Piedade divina, 
hoje e sempre 
me governa, rege, guarda e ilumina. 
Ámen”

 

A VOZ DO PASTOR:

 

 

 

NOSSAS INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE SOCIAL

 

As instituições de solidariedade social ligadas à Igreja sentem, como todas as outras, o dever de se avaliarem sobre a qualidade dos serviços que prestam, os equilíbrios financeiros, o ambiente laboral, as relações humanas em geral, as suas estruturas, a colegialidade dos órgãos sociais entre si e com os responsáveis de setor, o sentido de pertença daqueles que delas usufruem de uma ou de outra forma, como é que a sociedade envolvente as vê e aprecia... E, claro, se não estarão a escorregar para uma outra lógica que não a cristã, esquecendo o espírito das próprias instituições, o testemunho e a “carinhoterapia” que nelas deve imperar. Não basta a prestação de serviços tecnicamente aperfeiçoados. Esses são indispensáveis e exigidos, devendo ser prestados mais pela força do amor e da dedicação às pessoas, do que pela lei que obriga a tê-los. O amor aos outros, porém, não se impõe, não depende de normas ou leis exteriores, vem do coração e da capacidade de ver Cristo no outro. Há muitas destas instituições particulares, não ligadas à Igreja, que vivem e testemunham, com beleza e alegria, esse espírito cristão. Infelizmente, nem sempre isso acontece numa ou noutra das nossas, ligadas a Centros Sociais Paroquiais ou a Misericórdias! É caso para se dizer: "Casa de ferreiro, espeto de pau!".

O mal estar ou os chinfrins não remediados a tempo, fazem endurecer o ambiente, os serviços correm o risco de serem prestados em jeito de funcionalismo mal humorado, de forma fria, ou triste e angustiada. Sabemos que a vida é difícil para todos. Alguns dos utentes, para além do peso da idade e das possíveis doenças, podem estar ali contra vontade por não ser o que desejavam e não terem alternativa. Os colaboradores, embora precisem e agradeçam o emprego, nem sempre é o que apreciam, nem o mais fácil ou o mais bem remunerado, é o possível. Se, por cima, ainda falta este fair play institucional e laboral e quem ajude a criar ambiente familiar e saudável, não raro, tudo se torna numa cruz muito mais pesada a fazer da vida um íngreme e elevado calvário. O facto de, uma ou outra instituição, viver como se fosse uma ilha, fechada em si mesma em jeito de castelo amuralhado, sem interação com a comunidade, também não ajuda, complica. Se na convivência interna há mais encontrões do que encontros, quem fica magoado ou com alguma azia, mesmo que seja exceção, faz passar para o exterior a “sua” mensagem, à “sua” maneira. E isto interroga, desmotiva e faz com que o povo em geral e as próprias comunidades cristãs em particular, as olhe como qualquer coisa à parte, não suas. Desistem de marcar presença e desistem da partilha de bens e de tempo para as servir em voluntariado, um enorme potencial a promover e não a desmobilizar. Infelizmente, já ouvi quem visse no voluntariado uns seres estranhos a prejudicar a possibilidade de possíveis empregos. Para além de estar errado, assim não se gera empatia, nem corresponsabilidade, nem verdadeira solidariedade. Antes pelo contrário, e bem pior, a comunidade envolvente acaba por entrar também na lógica do bota-abaixo e da fiscalização de sofá, sem se sentir parte de um todo em que cada um tem uma quota parte de responsabilidade que, se outra não for, será, pelo menos, aquela que a sabedoria popular traduz no belo ditado: muito faz quem não atrapalha!

Nas Misericórdias, por exemplo, a maior parte dos Irmãos, mesmo que acreditemos que o tem, não manifesta esse sentido de pertença. Constituem uma Irmandade, é verdade, uma Associação cristã de Fiéis leigos. Não para os clericalizar, meter na sacristia ou pegar ao pálio, mas cuja primeira finalidade dos seus Órgãos Sociais deveria ser dinamizar os Irmãos para uma saudável formação e vivência da fé, com sentido de pertença e testemunho de vida coerente e condizente. Isso, porém, raramente existe, não se promove a formação, os Irmãos não aparecem, não se geram iniciativas para que haja mudança. Basta ver, por exemplo, quantos aparecem nas assembleias gerais! Poucos, e quase sempre os mesmos. Mesmo a nível da União das Misericórdias, tanto quanto eu me tenha apercebido, acho que não há grande insistência nem estímulo neste sentido. As Misericórdias não são uma mera organização não governamental, uma ONG, são mais qualquer coisa. As próprias eleições são para presidir à Irmandade, uma estrutura, digamos assim, de apostolado associativo, a seu modo, que se projeta na ação de bem fazer. É por isso que a tutela pertence ao Bispo. Os Lares, os Jardins de Infância e todos os serviços sociais que elas prestam deveria ser uma expressão da vida de fé dos Irmãos, pois a fé sem obras é morta! E se alguma aceção de pessoas fosse lícito fazer-se, deveria ser em favor dos mais pobres e excluídos, independentemente da sua crença religiosa. Esta, felizmente, não pode ser motivo de discriminação, tampouco fazer proselitismo religioso dentro das mesmas. Os funcionários, porém, mesmo que não sejam crentes ou sigam outra religião, têm o dever, como condição essencial para serem admitidos, aceitar o espírito fundacional e a orientação da instituição.

Sabemos que estas instituições sofrem de uma excessiva burocratização e grande dependência do Estado que, como lhe compete, apoia, fiscaliza e impõe. E bem, tem esse direito e esse dever. E, porque as apoia financeiramente e recebe as suas contas, deve agir de imediato, sem empapar, quando percebe que as derrapagens financeiras espreitam na esquina com efeitos de bola de neve. E mal, quando se entretém a ver rolar essa bola de neve e exagera em picuísses sem sentido, em excesso de zelo, apenas para manifestar que pode e manda. Se isto pode provocar uma certa subserviência da parte das instituições, também realça que os olhos do poder não as vê como estando todos no mesmo barco e a fazer o melhor que podem pelo bem comum, ajudando-se mutuamente, em legítima subsidiariedade. Tempo houve, não sei se há, que até proibiam que estas instituições aceitassem a oferta generosa de produtos agrícolas locais, como batata, fruta, legumes, etc. Faltava-lhes o “suspeito” brilho e a etiqueta de importação do quintal do vizinho! É certo que as leis são feitas em Lisboa e as praças desta dita não produzem disso, mas os senhores legisladores devem saber que não são as prateleiras dos hipermercados quem produz isso, e que a partilha generosa e solidária é pedagógica e bonita, deve ser promovida!...

Pelo que vou ouvindo em instituições dessas, fico a pensar que, quem as fiscaliza, esquece, por vezes, o sentido de responsabilidade, os esforços e a ginástica financeira que a maior parte destas instituições tem de fazer para sobreviver com qualidade e dedicação aos seus utentes e colaboradores. Por vezes, há problemas de consciência por saberem que, para poderem sobreviver, nem sempre lhes é fácil ter como prioridade absoluta os mais necessitados. De facto, se os utentes dessas instituições, pelas suas circunstâncias de idade e saúde, dormem pouco, e mal, os responsáveis, aqueles que as amam e servem, não dormirão muito mais, nem melhor. Pode haver exceções, é verdade, sempre as houve, sobretudo quando se perde o sentido da responsabilidade assumida e se fecha os olhos à realidade e os ouvidos aos alertas dos companheiros de missão. A crítica social logo tende a generalizar como se fossem todos iguais. E não são todos iguais!...

Os familiares, não o podendo fazer pessoalmente devido às suas condições de vida, muitas vezes nada meiga, querem o melhor para os seus familiares, apesar do sacrifício económico que tenham de fazer. Tantas vezes percebemos que este sacrifício também faz sofrer os idosos que sabem o enorme esforço que os seus familiares fazem para lhes oferecerem tais condições. Sim, como é que uma pessoa que passou uma vida sacrificada e sempre a trabalhar honestamente pode ter um fim de vida sereno e em paz, sabendo que, com a sua reforma miserável e sem uma família que a possa ajudar, nem sequer pode aceder a um lar sem ter de o mendigar e, se for aceite, sentir o martelar dessa morrinha de que está ali por favor?

Sabemos quanto a Igreja serve a comunidade humana no serviço social, quer assistencial quer de promoção humana e cultural, é o seu dever. Se nem tudo foi nem é um mar de rosas, sempre teve como base da sua filosofia social o princípio de subsidiariedade, princípio estruturante na construção duma sociedade saudável apostada no bem comum, no bem de todos e de cada um. Mas isto também implica a denúncia da injustiça e dos processos de empobrecimento, da desigualdade e exclusão. A Igreja, porém, somos todos os batizados. Não esqueçam isso, por favor! Há cristãos na política, na economia, na cultura, na comunicação social, nos lugares de influência e decisão, em toda a parte. Estão dentro dessas temáticas e das reais situações, e serão bem mais escutados do que os bispos e os padres. A denúncia também é um serviço, é uma expressão de atenção e amor que não devem esquecer ou delegar em ninguém. A omissão pode significar conivência e apoio à injustiça. A Doutrina Social da Igreja é um património e um desafio para todos, mesmo que alguns lá bebam e tenham preconceitos em citar a fonte. Paz e bem!

 

Antonino Dias

Portalegre-Castelo Branco, 01-10-2021.

 

sábado, 2 de outubro de 2021

 


 

PARÓQUIAS DE NISA 

 

Domingo, 03 de outubro de 2021

 

Domingo da XXVI semana do tempo comum

 

 

LITURGIA

 

 

DOMINGO XXVII DO TEMPO COMUM

Verde – Ofício do domingo (Semana III do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória, Credo, pf. dominical.

L 1 Gen 2, 18-24; Sal 127 (128), 1-2. 3. 4-6
L2 Hebr 2, 9-11
Ev Mc 10, 2-16 ou Mc 10, 2-12

* Proibidas as Missas de defuntos, exceto a exequial.
* Em todas as Dioceses de Portugal – Começa a Semana Nacional da Educação Cristã.
* Na Diocese de Leiria-Fátima – Ofertório para o «Dia anual da Diocese».
* Na Diocese do Porto – Ofertório para o Fundo de Ajuda aos Sacerdotes.
* Na Ordem Franciscana e na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – I Vésp. de S. Francisco de Assis.
* Na Ordem Hospitaleira de S. João de Deus (Hospital de S. João de Deus de Montemor-o-Novo) – I Vésp. do Aniversário da Dedicação da Igreja própria.
* II Vésp. do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

MISSA

 ANTÍFONA DE ENTRADA Est 13, 9.10-11
Senhor, Deus omnipotente,
tudo está sujeito ao vosso poder
e ninguém pode resistir à vossa vontade.
Vós criastes o céu e a terra e todas as maravilhas
que estão sob o firmamento.
Vós sois o Senhor do universo.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente, que, no vosso amor infinito,
cumulais de bens os que Vos imploram
muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia,
libertai a nossa consciência de toda a inquietação
e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I Gen 2, 18-24
«E os dois serão uma só carne»


Leitura do Livro do Génesis

 Disse o Senhor Deus: «Não é bom que o homem esteja só: vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele». Então o Senhor Deus, depois de ter formado da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu, conduziu-os até junto do homem, para ver como ele os chamaria, a fim de que todos os seres vivos fossem conhecidos pelo nome que o homem lhes desse. O homem chamou pelos seus nomes todos os animais domésticos, todas as aves do céu e todos os animais do campo. Mas não encontrou uma auxiliar semelhante a ele. Então o Senhor Deus fez descer sobre o homem um sono profundo e, enquanto ele dormia, tirou-lhe uma costela, fazendo crescer a carne em seu lugar. Da costela do homem o Senhor Deus formou a mulher e apresentou-a ao homem. Ao vê-la, o homem exclamou: «Esta é realmente osso dos meus ossos e carne da minha carne. Chamar-se-á mulher, porque foi tirada do homem». Por isso, o homem deixará pai e mãe, para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne.

 
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 127 (128 ), 1-2.3.4-5.6 (R. cf. 5)
Refrão: O Senhor nos abençoe em toda a nossa vida. Repete-se

Feliz de ti que temes o Senhor
e andas nos seus caminhos.
Comerás do trabalho das tuas mãos,
serás feliz e tudo te correrá bem. Refrão

Tua esposa será como videira fecunda
no íntimo do teu lar;
teus filhos como ramos de oliveira,
ao redor da tua mesa. Refrão

Assim será abençoado o homem que teme o Senhor.
De Sião o Senhor te abençoe:
vejas a prosperidade de Jerusalém
todos os dias da tua vida;
e possas ver os filhos dos teus filhos.
Paz a Israel. Refrão

LEITURA II Hebr 2, 9-11
«Aquele que santifica e os que são santificados
procedem todos de um só»


Leitura da Epístola aos Hebreus


Irmãos: Jesus, que, por um pouco, foi inferior aos Anjos, vemo-l’O agora coroado de glória e de honra por causa da morte que sofreu, pois era necessário que, pela graça de Deus, experimentasse a morte em proveito de todos. Convinha, na verdade, que Deus, origem e fim de todas as coisas, querendo conduzir muitos filhos para a sua glória, levasse à glória perfeita, pelo sofrimento, o Autor da salvação. Pois Aquele que santifica e os que são santificados procedem todos de um só. Por isso não Se envergonha de lhes chamar irmãos.

 
Palavra do Senhor.

ALELUIA 1 Jo 4, 12
Refrão: Aleluia. Repete-se
Se nos amamos uns aos outros,
Deus permanece em nós
e o seu amor em nós é perfeito. Refrão

EVANGELHO – Forma longa Mc 10, 2-16
«Não separe o homem o que Deus uniu»


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos


Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus uns fariseus para O porem à prova e perguntaram-Lhe: «Pode um homem repudiar a sua mulher?». Jesus disse-lhes: «Que vos ordenou Moisés?». Eles responderam: «Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio, para se repudiar a mulher». Jesus disse-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que ele vos deixou essa lei. Mas, no princípio da criação, ‘Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne’. Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». Em casa, os discípulos interrogaram-n’O de novo sobre este assunto. Jesus disse-lhes então: «Quem repudiar a sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério». Apresentaram a Jesus umas crianças para que Ele lhes tocasse, mas os discípulos afastavam-nas. Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes: «Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis: dos que são como elas é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não acolher o reino de Deus como uma criança, não entrará nele». E, abraçando-as, começou a abençoá-las, impondo as mãos sobre elas.

 

Palavra da salvação.

EVANGELHO – Forma breve Mc 10, 2-12

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus uns fariseus para O porem à prova e perguntaram-Lhe: «Pode um homem repudiar a sua mulher?». Jesus disse-lhes: «Que vos ordenou Moisés?». Eles responderam: «Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher». Jesus disse-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que ele vos deixou essa lei. Mas, no princípio da criação, ‘Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne’. Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». Em casa, os discípulos interrogaram-n’O de novo sobre este assunto. Jesus disse-lhes então: «Quem repudiar a sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério».


Palavra da salvação.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor, o sacrifício que Vós mesmo nos mandastes oferecer e, por estes sagrados mistérios que celebramos, confirmai em nós a obra da redenção. Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Lam 3, 25
O Senhor é bom para quem n’Ele confia,
para a alma que O procura.

Ou cf. 1 Cor 10, 17
Porque há um só pão, todos somos um só corpo,
nós que participamos do mesmo cálice e do mesmo pão.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus todo-poderoso, que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede,
fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho, nos transformemos n’Aquele que recebemos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

MÉTODO DE ORAÇÃO BÍBLICA

 

 

1. Leitura:  - Lê, respeita, situa o que lês.

     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste 

2. Meditação:  - Interioriza, dialoga, atualiza o que leste.

     - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida” 

3. Oração:  - Louva o Senhor, suplica, escuta.

     - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra.

LEITURAS: Gen 2, 18-24: A uma pergunta dos discípulos Jesus expõe a doutrina evangélica sobre a indissolubilidade do matrimónio. Jesus apela para a passagem da Sagrada Escritura, em que, logo desde o princípio, se expõe o sentido do casamento. De uma forma poética, apresenta-se a união do homem e da mulher como união de amor, que faz dos dois um só.

Hebr 2, 9-11: A Epístola aos Hebreus é um verdadeiro tratado sobre o sacerdócio de Jesus Cristo. Jesus é o Filho de Deus, mas que Se fez nosso irmão para nos conduzir, em Si, até ao Pai. Mistério de condescendência, de misericórdia, de humilhação e glória!

Mc 10, 2-16: Respondendo a uma pergunta posta pelos fariseus, Jesus pronuncia a condenação do divórcio, citando a palavra do Génesis, proclamada na primeira leitura. Aí o casal humano é apresentado como tendo sido assim constituído desde, o seu princípio, pela vontade de Deus Criador.

 AGENDA DO DIA:

09.30 horas: Missa em Amieira do Tejo.

10.00 horas: Missa em Arez

10.45 horas: Missa em Tolosa

11.00 horas: Missa em Nisa

12.00 horas: Missa em Alpalhão

12.00 horas: Missa em Gáfete

15.30 horas: Missa no Cacheiro

15.30 horas: Missa em Montalvão

15.30 horas: Missa No Arneiro

 

 

PENSAMENTO DO DIA

 

“Santo Anjo do Senhor, 
meu zeloso guardador, 
pois que a ti me confiou a Piedade divina, 
hoje e sempre 
me governa, rege, guarda e ilumina. 
Ámen”

 

A VOZ DO PASTOR:

 

 

 

NOSSAS INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE SOCIAL

 

As instituições de solidariedade social ligadas à Igreja sentem, como todas as outras, o dever de se avaliarem sobre a qualidade dos serviços que prestam, os equilíbrios financeiros, o ambiente laboral, as relações humanas em geral, as suas estruturas, a colegialidade dos órgãos sociais entre si e com os responsáveis de setor, o sentido de pertença daqueles que delas usufruem de uma ou de outra forma, como é que a sociedade envolvente as vê e aprecia... E, claro, se não estarão a escorregar para uma outra lógica que não a cristã, esquecendo o espírito das próprias instituições, o testemunho e a “carinhoterapia” que nelas deve imperar. Não basta a prestação de serviços tecnicamente aperfeiçoados. Esses são indispensáveis e exigidos, devendo ser prestados mais pela força do amor e da dedicação às pessoas, do que pela lei que obriga a tê-los. O amor aos outros, porém, não se impõe, não depende de normas ou leis exteriores, vem do coração e da capacidade de ver Cristo no outro. Há muitas destas instituições particulares, não ligadas à Igreja, que vivem e testemunham, com beleza e alegria, esse espírito cristão. Infelizmente, nem sempre isso acontece numa ou noutra das nossas, ligadas a Centros Sociais Paroquiais ou a Misericórdias! É caso para se dizer: "Casa de ferreiro, espeto de pau!".

O mal estar ou os chinfrins não remediados a tempo, fazem endurecer o ambiente, os serviços correm o risco de serem prestados em jeito de funcionalismo mal humorado, de forma fria, ou triste e angustiada. Sabemos que a vida é difícil para todos. Alguns dos utentes, para além do peso da idade e das possíveis doenças, podem estar ali contra vontade por não ser o que desejavam e não terem alternativa. Os colaboradores, embora precisem e agradeçam o emprego, nem sempre é o que apreciam, nem o mais fácil ou o mais bem remunerado, é o possível. Se, por cima, ainda falta este fair play institucional e laboral e quem ajude a criar ambiente familiar e saudável, não raro, tudo se torna numa cruz muito mais pesada a fazer da vida um íngreme e elevado calvário. O facto de, uma ou outra instituição, viver como se fosse uma ilha, fechada em si mesma em jeito de castelo amuralhado, sem interação com a comunidade, também não ajuda, complica. Se na convivência interna há mais encontrões do que encontros, quem fica magoado ou com alguma azia, mesmo que seja exceção, faz passar para o exterior a “sua” mensagem, à “sua” maneira. E isto interroga, desmotiva e faz com que o povo em geral e as próprias comunidades cristãs em particular, as olhe como qualquer coisa à parte, não suas. Desistem de marcar presença e desistem da partilha de bens e de tempo para as servir em voluntariado, um enorme potencial a promover e não a desmobilizar. Infelizmente, já ouvi quem visse no voluntariado uns seres estranhos a prejudicar a possibilidade de possíveis empregos. Para além de estar errado, assim não se gera empatia, nem corresponsabilidade, nem verdadeira solidariedade. Antes pelo contrário, e bem pior, a comunidade envolvente acaba por entrar também na lógica do bota-abaixo e da fiscalização de sofá, sem se sentir parte de um todo em que cada um tem uma quota parte de responsabilidade que, se outra não for, será, pelo menos, aquela que a sabedoria popular traduz no belo ditado: muito faz quem não atrapalha!

Nas Misericórdias, por exemplo, a maior parte dos Irmãos, mesmo que acreditemos que o tem, não manifesta esse sentido de pertença. Constituem uma Irmandade, é verdade, uma Associação cristã de Fiéis leigos. Não para os clericalizar, meter na sacristia ou pegar ao pálio, mas cuja primeira finalidade dos seus Órgãos Sociais deveria ser dinamizar os Irmãos para uma saudável formação e vivência da fé, com sentido de pertença e testemunho de vida coerente e condizente. Isso, porém, raramente existe, não se promove a formação, os Irmãos não aparecem, não se geram iniciativas para que haja mudança. Basta ver, por exemplo, quantos aparecem nas assembleias gerais! Poucos, e quase sempre os mesmos. Mesmo a nível da União das Misericórdias, tanto quanto eu me tenha apercebido, acho que não há grande insistência nem estímulo neste sentido. As Misericórdias não são uma mera organização não governamental, uma ONG, são mais qualquer coisa. As próprias eleições são para presidir à Irmandade, uma estrutura, digamos assim, de apostolado associativo, a seu modo, que se projeta na ação de bem fazer. É por isso que a tutela pertence ao Bispo. Os Lares, os Jardins de Infância e todos os serviços sociais que elas prestam deveria ser uma expressão da vida de fé dos Irmãos, pois a fé sem obras é morta! E se alguma aceção de pessoas fosse lícito fazer-se, deveria ser em favor dos mais pobres e excluídos, independentemente da sua crença religiosa. Esta, felizmente, não pode ser motivo de discriminação, tampouco fazer proselitismo religioso dentro das mesmas. Os funcionários, porém, mesmo que não sejam crentes ou sigam outra religião, têm o dever, como condição essencial para serem admitidos, aceitar o espírito fundacional e a orientação da instituição.

Sabemos que estas instituições sofrem de uma excessiva burocratização e grande dependência do Estado que, como lhe compete, apoia, fiscaliza e impõe. E bem, tem esse direito e esse dever. E, porque as apoia financeiramente e recebe as suas contas, deve agir de imediato, sem empapar, quando percebe que as derrapagens financeiras espreitam na esquina com efeitos de bola de neve. E mal, quando se entretém a ver rolar essa bola de neve e exagera em picuísses sem sentido, em excesso de zelo, apenas para manifestar que pode e manda. Se isto pode provocar uma certa subserviência da parte das instituições, também realça que os olhos do poder não as vê como estando todos no mesmo barco e a fazer o melhor que podem pelo bem comum, ajudando-se mutuamente, em legítima subsidiariedade. Tempo houve, não sei se há, que até proibiam que estas instituições aceitassem a oferta generosa de produtos agrícolas locais, como batata, fruta, legumes, etc. Faltava-lhes o “suspeito” brilho e a etiqueta de importação do quintal do vizinho! É certo que as leis são feitas em Lisboa e as praças desta dita não produzem disso, mas os senhores legisladores devem saber que não são as prateleiras dos hipermercados quem produz isso, e que a partilha generosa e solidária é pedagógica e bonita, deve ser promovida!...

Pelo que vou ouvindo em instituições dessas, fico a pensar que, quem as fiscaliza, esquece, por vezes, o sentido de responsabilidade, os esforços e a ginástica financeira que a maior parte destas instituições tem de fazer para sobreviver com qualidade e dedicação aos seus utentes e colaboradores. Por vezes, há problemas de consciência por saberem que, para poderem sobreviver, nem sempre lhes é fácil ter como prioridade absoluta os mais necessitados. De facto, se os utentes dessas instituições, pelas suas circunstâncias de idade e saúde, dormem pouco, e mal, os responsáveis, aqueles que as amam e servem, não dormirão muito mais, nem melhor. Pode haver exceções, é verdade, sempre as houve, sobretudo quando se perde o sentido da responsabilidade assumida e se fecha os olhos à realidade e os ouvidos aos alertas dos companheiros de missão. A crítica social logo tende a generalizar como se fossem todos iguais. E não são todos iguais!...

Os familiares, não o podendo fazer pessoalmente devido às suas condições de vida, muitas vezes nada meiga, querem o melhor para os seus familiares, apesar do sacrifício económico que tenham de fazer. Tantas vezes percebemos que este sacrifício também faz sofrer os idosos que sabem o enorme esforço que os seus familiares fazem para lhes oferecerem tais condições. Sim, como é que uma pessoa que passou uma vida sacrificada e sempre a trabalhar honestamente pode ter um fim de vida sereno e em paz, sabendo que, com a sua reforma miserável e sem uma família que a possa ajudar, nem sequer pode aceder a um lar sem ter de o mendigar e, se for aceite, sentir o martelar dessa morrinha de que está ali por favor?

Sabemos quanto a Igreja serve a comunidade humana no serviço social, quer assistencial quer de promoção humana e cultural, é o seu dever. Se nem tudo foi nem é um mar de rosas, sempre teve como base da sua filosofia social o princípio de subsidiariedade, princípio estruturante na construção duma sociedade saudável apostada no bem comum, no bem de todos e de cada um. Mas isto também implica a denúncia da injustiça e dos processos de empobrecimento, da desigualdade e exclusão. A Igreja, porém, somos todos os batizados. Não esqueçam isso, por favor! Há cristãos na política, na economia, na cultura, na comunicação social, nos lugares de influência e decisão, em toda a parte. Estão dentro dessas temáticas e das reais situações, e serão bem mais escutados do que os bispos e os padres. A denúncia também é um serviço, é uma expressão de atenção e amor que não devem esquecer ou delegar em ninguém. A omissão pode significar conivência e apoio à injustiça. A Doutrina Social da Igreja é um património e um desafio para todos, mesmo que alguns lá bebam e tenham preconceitos em citar a fonte. Paz e bem!

 

Antonino Dias

Portalegre-Castelo Branco, 01-10-2021.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

 


 

PARÓQUIAS DE NISA 

 

Sábado, 02 de outubro de 2021

 

Sábado da XXVI semana do tempo comum

 

 

LITURGIA

 

 

Santos Anjos da Guarda – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1 Bar 4, 5-12. 27-29; Sal 68 (69), 33-35. 36-37
Ev Lc 10, 17-24
ou
L 1 Ex 23, 20-23a; Sal 90 (91), 1-2. 3-4. 5-6. 10-11
Ev Mt 18, 1-5. 10 (próprio)

* Na Diocese de Bragança-Miranda – Aniversário da Ordenação episcopal e tomada de posse de D. José Manuel Garcia Cordeiro (2011).
* Na Ordem Beneditina – Santos Anjos da Guarda – MF
* Na Prelatura da Santa Cruz e Opus Dei – Santos Anjos da Guarda, Padroeiros – SOLENIDADE
* I Vésp. do domingo – Compl. dep. I Vésp. dom.

 

 

SANTOS ANJOS DA GUARDA

 

Nota Histórica:

Com o Sacrifício da Cruz, realizou-se a unidade entre todas as criaturas espirituais e materiais. Em virtude dessa unidade profunda do mundo em Jesus Cristo, os espíritos superiores, que são os Anjos, estão presentes à vida do homem, auxiliam-no, guardam-no e protegem-no.
É-nos impossível descobrir, com os sentidos, a sua acção e descrever a natureza da sua ajuda. «Contudo, a orientação do conjunto da nossa vida depende deles, em parte. Os Anjos podem agir na nossa maneira de julgar, intervir nas nossas decisões, apresentar-
-nos valores sobrenaturais» (Gustavo Thils).

 A Igreja recomenda, por isso, que recorramos à intercessão dos Anjos da Guarda, especialmente nos momentos críticos da nossa vida.

 

MISSA

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Dan 3, 58
Anjos do Senhor, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que na vossa admirável providência
enviais os Anjos para nos guardarem,
ouvi as nossas súplicas
e fazei que sejamos sempre defendidos pela sua protecção
e gozemos eternamente da sua companhia.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I Ex 23, 20-23a
«O meu Anjo irá à tua frente»


Leitura do Livro do Êxodo


Eis o que diz o Senhor:
«Vou enviar um Anjo à tua frente,
para que te proteja no caminho
e te conduza ao lugar que preparei para ti.
Respeita a sua presença e escuta a sua voz;
não lhe desobedeças.
Ele não perdoaria as vossas transgressões,
porque fala em meu nome.
Mas, se ouvires a sua voz
e fizeres tudo o que Eu te disser,
serei inimigo dos teus inimigos
e perseguirei os que te perseguirem.
O meu Anjo irá à tua frente».

 
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 90 (91) 1-2. 3-4. 5-6. 10-11 (R. 11)
Refrão: O Senhor mandará aos seus Anjos
que te guardem em todos os teus caminhos.

Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo
e moras à sombra do Omnipotente,
diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela:
meu Deus, em Vós confio».

Ele te livrará do laço do caçador
e do flagelo maligno.
Cobrir-te-á com as suas penas,
debaixo das suas asas encontrarás abrigo.

A sua fidelidade é escudo e couraça:
não temerás o pavor da noite, nem a seta que voa de dia;
nem a epidemia que se propaga nas trevas,
nem a peste que alastra em pleno dia.

Nenhum mal te acontecerá,
nem a desgraça se aproximará da tua morada.
Porque Ele mandará aos seus anjos
que te guardem em todos os teus caminhos.

ALELUIA Salmo 102 (103), 21
Refrão: Aleluia.
Bendizei o Senhor, todos os seus exércitos,
que estais ao seu serviço e executais a sua vontade.
Refrão

EVANGELHO Mt 18, 1-5. 10
«Os seus Anjos veem nos Céus continuamente
o rosto de meu Pai que está nos Céus»


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus


Naquele tempo,
os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-Lhe:
«Quem é o maior no reino dos Céus?».
Jesus chamou uma criança,
colocou-a no meio deles e disse-lhes:
«Em verdade vos digo:
Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças,
não entrareis no reino dos Céus.
Quem for humilde como esta criança
esse será o maior no reino dos Céus.
E quem acolher em meu nome uma criança como esta
acolhe-Me a Mim.
Vede bem. Não desprezeis um só destes pequeninos.
Eu vos digo que os seus Anjos veem continuamente
o rosto de meu Pai que está nos Céus».


Palavra da salvação.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Recebei, Senhor, os dons que Vos apresentamos
em honra dos santos Anjos
e concedei-nos que, pela sua contínua protecção,
sejamos livres dos perigos desta vida
e cheguemos à felicidade eterna.
Por Nosso Senhor.

Prefácio dos Anjos

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 137, 1
Na presença dos Anjos,
eu Vos louvarei, meu Deus.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus, nosso Pai,
que nos alimentais neste admirável sacramento de vida eterna, dirigi os nossos passos, com a assistência dos santos Anjos,
no caminho da salvação e da paz.
Por Nosso Senhor.

 

 

MÉTODO DE ORAÇÃO BÍBLICA

 

 

1. Leitura:  - Lê, respeita, situa o que lês.

     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste 

2. Meditação:  - Interioriza, dialoga, atualiza o que leste.

     - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida” 

3. Oração:  - Louva o Senhor, suplica, escuta.

     - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra.


LEITURAS:


 AGENDA DO DIA:

 09.00 horas: Missa em Nisa – Nossa Senhora da Graça

09.30 horas: Funeral em Nisa

11.00 horas: Casamento e batizado em Nisa – Nossa Senhora da Graça

15.00 horas: Batizado em Nisa – Espírito Santo

15.00 horas; Missa em Salavessa

16.00 horas: Missa no Pé da Serra

16.00 horas: Missa no Pardo

18.00 horas: Missa em Alpalhão

18.00 horas: Missa em Nisa com batizado – no Espírito Santo

21.00 horas: Reunião de catequista em Nisa.

 

 

PENSAMENTO DO DIA

 

“Santo Anjo do Senhor, 
meu zeloso guardador, 
pois que a ti me confiou a Piedade divina, 
hoje e sempre 
me governa, rege, guarda e ilumina. 
Ámen”

A VOZ DO PASTOR:

 

 

SOBRE ÓRGÃOS SOCIAS E RESPONSÁVEIS PAROQUIAIS

 

O amigo leitor sabe o que é um papibaquígrafo? É um trava-línguas. Há muitos, e este também é: “percebeste? Se percebeste, percebeste, se não percebeste, faz que percebeste para que eu perceba que tu percebeste, percebeste?” Ora, dado este rigoroso e total esclarecimento, mesmo que alguém me olhe de soslaio e eu finja não perceber, vou mesmo parlengar. Sobretudo para ver se ajudo a destravar outras ideias e outro modo de estar em quem, na matéria em título, descarrilou.... Vou falar sobre o papel de Responsáveis disto ou daquilo, mais daquilo do que disto. Não de Órgãos Sociais, ou Equiparados, que o são com todos os pergaminhos. Perante esses, e pela parte que me toca, curvo-me respeitosamente e tiro o meu chapéu, mui grato pelo seu serviço e sentido de corresponsabilidade!... Também não me refiro aos órgãos sociais de instituições meramente civis, como associações humanitárias, culturais, desportivas, fundações, sociedades anónimas ou seja lá o que for. Cada uma dessas organizações sabe bem com que linhas se cose e que espécie de águas por lá correm: se saudáveis, se inquinadas, se turbas ou assim-assim. Refiro-me aos Órgãos Sociais de pessoa jurídica canónica ou de pessoa jurídica canónico-civil, como, por exemplo, Paróquia, Irmandade/Confraria, Centro Social Paroquial... A grande maioria funciona como deve ser, merece os nossos aplausos. No entanto, pode haver certos cozinhados que temos de colocar na beirinha do prato, não apreciamos, é coisa papibaquígrafa! Neste reino de Portugal e dos Algarves, d’aquém e d’além-mar, por vezes bufa uma aragem incómoda que chega a sacudir alguns jornais. Leva a crer que há Responsáveis de uma ou de outra dessas instituições, que o são de direito, mas, de facto, nunca o foram, não o são, são-no de fachada ou do faz de conta! Embora eleitos ou propostos e homologados pela autoridade competente com toda a seriedade, confiança e esperança no seu trabalho, logo são tidos como verbos de encher por quem tem dificuldade em entender que o exercício da presidência reclama comunhão corresponsável e respeitosa. Ou, então, são eles mesmos que, por indigna subserviência, falso respeito ou confiança mal entendida em quem preside, logo se dispensam de assumir o seu lugar e função. Quem aceita ser eleito ou nomeado, é nomeado ou eleito para verdadeiramente assumir e exercer a missão em causa. Não raro, porém, em discreta informação ou em estardalhaço de guerra aberta, ecoa, de facto, o mal-estar de quem tem as responsabilidades atribuídas mas se sente marginalizado ou impossibilitado de as levar a cabo, de forma colegial e complementar. Sabemos que há quem invente, deturpe, exagere, seja de difícil trato ou de difícil inserção em equipas de trabalho onde sempre gosta de falar alto, de se impor ou manipular. Por isso, tudo se ouve com delicadeza e atenção, deita-se água na fervura, não se tiram conclusões precipitadas. Mas, sem grande demora, incrédulos, crentes ou na dúvida, lá se procura auscultar o que, no terreno, na verdade se passa. Nem sempre tal alarido corresponde à verdade, as razões são outras, nem sempre as mais sadias. Noutras vezes, porém, a coisa é mesmo verdade, fica-se triste, sente-se o dever de agir, às vezes sem saber bem como... É muito difícil lidar com pessoas que se julgam donas da verdade e intocáveis. Estão sempre prontas a inventar desculpas ou a escavar razões sem qualquer espécie de razão!...

Entre Conselhos Económicos de Paróquias, Irmandades/Confrarias e Centros Sociais Paroquiais, cujos dirigentes são homologados pela Bispo diocesano, há mais que muitos. É verdade que os Conselhos para os assuntos económicos das paróquias, pela força do Direito Canónico são consultivos, mas, na prática, pelo respeito que nos merecem e pelo serviço que prestam ao povo de Deus e aos próprios párocos, que são quem os apresenta ao Bispo para serem homologados, devem ser tidos e respeitados como se de Órgãos Sociais se tratasse, embora diferentes na sua constituição e missão. Ora, todas as instituições têm direito à boa imagem e à boa fama, mas também têm o dever de fazer por isso. O mesmo se diga de quem as serve, generosa e dedicadamente, com espírito de serviço e boa vontade. O documento que acaba de nos chegar às mãos sobre o próximo Sínodo convocado pelo Papa Francisco, também coloca essa questão: “como são vividos na Igreja a responsabilidade e o poder”? Como se convertem “preconceitos e práticas distorcidas que não estão enraizadas no Evangelho”?

O burburinho que se gera à volta desta ou daquela instituição (Paróquia, Irmandade/Confraria ou Centro Social Paroquial), fazendo correr cobras e lagartos sobre ela e sobre quem as dirige, mesmo que possa ser mentira, pode ter origem na forma de agir, ou de não agir, dos seus Responsáveis. Podem existir muitos vícios acumulados a provocar, mesmo sem maldade, falta de transparência e nervosismo em quem, generosa e retamente, se apresentou a colaborar dentro do normal funcionamento das coisas. De facto, pode haver membros de Órgãos Sociais ou de Conselhos para os assuntos económicos de paróquias que nunca exerceram o cargo para o qual foram eleitos ou propostos e homologados. Tesoureiros que nunca exerceram tal lugar, mas assinam de cruz! Secretários que nunca fizeram uma ata, mas assinam de cruz! Pode haver quem, por sua própria culpa, não tenha ou não conheça os Estatutos ou o Compromisso pelos quais a instituição se rege. Ao aceitar o cargo, era pressuposto tê-los e conhecê-los, sabendo qual é a sua missão e lugar, bem como qual é o espírito da Instituição e o perfil pessoal que ela reclama. Pode haver responsáveis, de uma ou de outra destas instituições, que nunca reuniram, nunca avaliaram, nunca programaram colegialmente, deixam que tudo vá correndo ao sabor dos ventos, de qualquer forma, sei lá se até ao fracasso total. Se alguma coisa conversam entre si sobre algum assunto referente à instituição, é capaz de não ir além de uma mera conversa no café ou no caminho. Por esse falso respeito, subserviência daninha, ou seja lá o que for perante quem preside (leigo/a ou sacerdote), os outros membros da direção, que têm consciência da missão e responsabilidade que lhes foram confiadas, apesar de sofrerem com isso, deixam-se andar até que o mandato acabe para se irem embora. Não querem fazer barulho, não contestam as atitudes de quem preside ou manda, embora reconheçam que ele ou ela se serve deles ou delas como se de joguetes ou de títeres se tratasse. Promove-se o “eu”, ignora-se o “nós”. Entre nós, porque é difícil conviver com isso, até se tem feito formação para que se tenha consciência da igual pertença, para que essa maneira de ser e estar não aconteça, ou, se existe, seja banida, e haja corresponsabilidade no cuidado a ter com pessoas, património, obras, arquivos, inventários.... Além disso, todos os membros dos Órgãos Socias e Equiparados sabem que são responsáveis e respondem pelos atos que a instituição realiza, pequenos ou grandes, mesmo quando eles, porventura, partam das ordens arbitrárias de um só. As boas regras e o senso comum, mandam que, de facto, tudo seja falado e decidido colegialmente e lavrado em ata para a sua real legalidade e defesa de todos. Esta praxe, mesmo que o trabalho e as decisões não sejam muitas e o dinheiro a gerir ainda seja menos, não existe porque os membros da Direção desconfiam uns dos outros, se têm como inimigos ou se julgam imprevisíveis. Acontece porque todos se estimam e respeitam, no muito e no pouco, e têm consciência de que a instituição que representam deve construir a sua história com toda a dignidade e respeito. É possível que haja instituições com uma história rica e bela pelo bem que fazem à comunidade, com apreço e garbo. No entanto, pode acontecer que, desde há anos, não tenham dados para escrever a história: as atas deixaram de existir, nada fica escrito, é pena!

Se saltarmos para o espaço da corresponsabilidade pastoral, também temos de reconhecer quão difícil é a escuta e a programação da mesma em itinerário e modelo sinodal: “como forma, como estilo e como estrutura da Igreja”. Como é difícil este “processo eclesial participativo e inclusivo”, não só em relação “àqueles que, por vários motivos, se encontram à margem”, mas também em relação àqueles que estão dentro e próximos, mas cuja cultura é colocar-se ao lado, deixando “de contribuir para colocar em movimento as ideias, as energias e a criatividade”. Há uma cultura demasiadamente passiva e preconceituosa, promovida, aliás, ao longo dos tempos. A solicitude pastoral, se assim a posso chamar, não raro, dispensava os outros e baseava-se mais no querer, no poder e no mandar, mesmo quando não se sabia. Os efeitos prolongam-se, e porque custa virar o bico ao prego, continua-se a perguntar se a culpa não será de Adão, ou de Eva, ou da cobra.... A nossa fragilidade é muito criativa em artimanhas dessas!...

Seja como for, o Papa Francisco mostrou-se mais uma vez de mangas arregaçadas e a deitar as mãos ao arado. Ele insiste, oportuna e inoportunamente, a que dêmos as mãos nesta tarefa de uma nova sementeira, uma sementeira que comprometa, promova e dê frutos de liberdade e salvação. Se também deitarmos as mãos ao arado, sem olharmos para trás, até não faltará quem comece a repetir bem e muito mais depressa papibaquígrafo e outras coisas mais.... As surpresas de Deus são constantes e gratificantes!...

 

Antonino Dias

Portalegre-Castelo Branco, 24-09-2021.