quinta-feira, 23 de janeiro de 2014


 PARÓQUIA DE ALMODÔVAR


Sexta, 24 de janeiro de 2014


  Esquema da página:

  Liturgia do dia
  Oração bíblica na base das leituras da Missa do dia
  Intenções do Apostolado da Oração para o mês corrente
  Atividades paroquiais
  A voz do Pastor



Sexta da II semana do tempo comum


 

Sexta
_________________________________________________________________________

S. Francisco de Sales, bispo e doutor da Igreja – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1 1 Sam 24, 3-21; Sal 56 (57), 2. 3-4. 6 e 11; Ev Mc 3, 13-19
_______________________________________________
        
S. FRANCISCO DE SALES, bispo e doutor da Igreja

Nota histórica:

Nasceu na Sabóia no ano 1567. Ordenado sacerdote, trabalhou muito pela restauração da fé católica na sua pátria. Eleito bispo de Genebra, mostrou-se verdadeiro pastor do clero e dos fiéis, instruindo-os com os seus escritos e obras, feito modelo para todos. Morreu em Lião a 28 de Dezembro de 1622, mas foi sepultado definitivamente em Annecy a 24 de Janeiro do ano seguinte.

missa da memória

ANTÍFONA DE ENTRADA Jer 3, 15
Eu vos darei pastores segundo o meu coração,
que vos apascentem com sabedoria e prudência.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus, que, para a salvação das almas, quisestes que São Francisco de Sales se fizesse tudo para todos, concedei-nos que, seguindo o seu exemplo, dêmos testemunho do vosso amor ao serviço dos nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I 1 Sam 24, 3-21
«Não levantarei a mão contra ele, porque é o ungido do Senhor»

Leitura do Primeiro Livro de Samuel

Naqueles dias, Saul tomou consigo três mil homens escolhidos de todo o Israel e foi à procura de David e da sua gente, junto ao Rochedo-dos-Cabritos-Monteses. Chegou a uns currais de ovelhas que se encontram à beira do caminho e entrou numa gruta para satisfazer uma necessidade. David e os seus homens estavam sentados ao fundo da gruta. Os seus homens disseram-lhe: «Hoje é o dia em que o Senhor te diz: ‘Entrego-te nas mãos o teu inimigo: faz dele o que quiseres’». David levantou-se e, sem ser pressentido, cortou um pedaço da orla do manto de Saul. Mas depois, David sentiu o coração a bater forte por ter cortado um pedaço da orla do manto de Saul. Disse então aos seus homens: «O Senhor me livre de fazer ao meu soberano uma coisa dessas, de levantar a mão contra ele, porque é o ungido do Senhor». Com estas palavras, David conteve os seus homens e não os deixou atacar Saul. Saul abandonou a gruta e seguiu o seu caminho. Então David levantou-se, saiu da gruta e gritou a Saul: «Senhor, meu rei!». Saul olhou para trás e David inclinou a face até ao chão e prostrou-se. Depois David falou a Saul: «Porque dás ouvidos àqueles que te dizem: ‘David quer fazer-te mal’? Hoje viste com os teus próprios olhos como o Senhor te entregou em minhas mãos, dentro da gruta, e como eu te poupei, recusando matar-te. Eu disse: Não levantarei a mão contra o meu soberano, porque ele é o ungido do Senhor. Meu pai, vê na minha mão um pedaço do teu manto. Se cortei a orla do teu manto e não te matei, deves reconhecer que em mim não há maldade nem traição. Enquanto atentas contra mim, para me tirares a vida, eu não pratiquei qualquer falta contra ti. O Senhor seja nosso juiz, Ele me faça justiça contra ti; mas eu não porei em ti as minhas mãos. Como diz o antigo ditado: ‘Dos maus vem a maldade’; por isso não porei em ti as minhas mãos. Contra quem se pôs em campo o rei de Israel? Quem é que tu persegues? Um cão morto? Uma pulga? Seja o Senhor o juiz e decida entre nós; Ele examine e defenda a minha causa, me faça justiça e me livre das tuas mãos». Quando David acabou de dizer estas palavras, Saul perguntou: «És realmente tu que estás a falar, meu filho David?». E, em altos brados, começou a chorar. Depois disse a David: «Tu és mais justo do que eu, porque me tens feito bem e eu tenho-te feito mal. Hoje mostraste a tua bondade para comigo, pois o Senhor entregou-me nas tuas mãos e tu não quiseste matar-me. Quando um homem encontra o seu inimigo, porventura o deixa seguir em paz o seu caminho? O Senhor te recompense pelo bem que hoje me fizeste. Agora sei que certamente serás rei e que o poder real em Israel ficará consolidado em tuas mãos».

Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 56 (57), 2.3-4.6 e 11 (R. 2a)
Refrão: Tende piedade de mim, Senhor, tende piedade de mim. Repete-se

Tende piedade de mim, ó Deus, tende piedade,
porque em Vós eu procuro refúgio
e me abrigo à sombra das vossas asas,
até que passe a tormenta. Refrão

Clamo ao Deus Altíssimo,
a Deus que me enche de benefícios.
Do Céu me enviará a salvação,
Deus me enviará a sua bondade e fidelidade. Refrão

Meu Deus, revelai nas alturas a vossa grandeza
e sobre a terra fazei brilhar a vossa glória,
porque aos céus se eleva a vossa bondade
e até às nuvens a vossa fidelidade. Refrão

ALELUIA 2 Cor 5, 19
Refrão: Aleluia. Repete-se
Em Cristo, Deus reconcilia o mundo consigo
e confiou-nos a palavra da reconciliação.
Refrão

EVANGELHO Mc 3, 13-19
«Chamou à sua presença aqueles que entendeu»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte. Chamou à sua presença aqueles que entendeu e eles aproximaram-se. Escolheu doze, para andarem com Ele e para os enviar a pregar, com poder de expulsar demónios. Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, isto é, «Filhos do trovão»; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago de Alfeu, Tadeu, Simão o Cananeu e Judas Iscariotes, que depois O traiu.

Palavra da salvação.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Por este sacrifício que Vos oferecemos, acendei em nós, Senhor, o fogo do Espírito Santo que abrasava o coração manso e humilde de São Francisco de Sales. Por Nosso Senhor.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 10, 10
Eu vim para que tenham vida
e a tenham em abundância, diz o Senhor.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Por esta comunhão do vosso sacramento, concedei-nos, Senhor, que, imitando na terra a caridade e a mansidão de São Francisco de Sales, alcancemos também com ele a glória do Céu. Por Nosso Senhor.


.
«Dos maus vem a maldade»
1 Sam. 24,14 
     

MÉTODO DE ORAÇÃO BÍBLICA


     1. Leitura: Lê, respeita, situa o que lês
     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste

     2. Meditação: Interioriza, dialoga, atualiza o que leste

     - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida” 
     3. Oração: Louva o Senhor, suplica, escuta

     - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra

LEITURA: 1 Sam 24, 3-21:Embora perseguido de morte por Saul, David não se aproveitou da ocasião que teve de se desembaraçar dele, mas evitou tal ocasião, tendo sobretudo em conta que Saul fora escolhido pelo Senhor para rei e, como tal, havia sido ungido pelo profeta de Deus. O sentido religioso daquela unção estava acima de todos os sentimentos que a vingança lhe poderia ter inspirado. Ela significava uma ação divina, contra a qual não se devia levantar nenhuma ação humana.

Mc 3, 13-19:Jesus rodeia-Se de Doze Apóstolos, os futuros pastores do povo de Deus, como, no antigo Israel, as tribos desse povo eram também em número de doze. É Jesus quem os escolhe, porque é Ele quem está na origem do povo da nova Aliança. Aos Doze Jesus comunica o seu poder sobre o reino demoníaco do mal, para que o seu triunfo pascal esteja sempre presente entre os homens, na Igreja, por meio deles, que hoje se continuam no Colégio ou Ordem dos Bispos.

  MEDITAÇÃO: Para que escolhe Jesus os Doze? Para fazer coisas? Para por em prática projetos qe os deixe esgotados? ... Escapa-nos o principal: para que estejam com Ele e para os enviar a pregar. Estamos com Ele agindo e Ele está connosco quando agimos pondo em prática o que escutamos d’Ele.

 ORAÇÃO: - Senhor, que eu ponha em prática o que escuto de Ti.


INTENÇÕES DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO

Janeiro
Universal Desenvolvimento económico
Para que seja promovido um autêntico desenvolvimento económico, respeitoso da dignidade de todas as pessoas e de todos os povos.

Pela EvangelizaçãoUnidade dos cristãos
Para que os cristãos das diversas confissões caminhem em direção à unidade desejada por Cristo.


ATIVIDADES PAROQUIAIS
                           
                   09.00 horas: Missa em Almodôvar
                                      + Fernando Catarino da Veiga

                   17.00 horas: catequese infantil
                   19.00 horas: Catequese de adultos.

                  
**********************

Liturgia das horas

Da «Introdução à Vida Devota»,
de São Francisco de Sales, bispo

(Parte 1, cap. 3) (Sec. XVII)


A devoção deve ser praticada de diversos modos
Na criação Deus ordenou às plantas que produzissem os seus frutos, cada qual segundo a sua espécie; do mesmo modo ordena Ele aos cristãos, que são as plantas vivas da sua Igreja, que produzam frutos de devoção, cada qual segundo a sua qualidade, o seu estado e a sua vocação.
A devoção deve ser exercida de maneira diferente pelo fidalgo e pelo operário, pelo criado e pelo príncipe, pela viúva, a solteira ou a mulher casada; e não somente isto: é necessário acomodar o exercício da devoção às forças, aos trabalhos e aos deveres de cada pessoa em particular.
Pergunto-vos, Filoteu, se estaria certo que um bispo quisesse viver na solidão como os Cartuxos; que os casados não quisessem amealhar mais que os Capuchinhos; que o operário passasse o dia na Igreja como o religioso; e que o religioso estivesse sempre sujeito a toda a espécie de encontros para serviço do próximo como o bispo. Não seria ridícula, desordenada e inadmissível tal devoção?
Contudo este erro acontece frequentemente. E no entanto, Filoteu, a devoção não prejudica ninguém quando é verdadeira, antes tudo aperfeiçoa e consuma; e quando se torna contrária à legítima ocupação de alguém, é sem dúvida falsa.
A abelha extrai o mel das flores sem lhes fazer mal, deixando-as intactas e frescas como as encontrou; todavia, a verdadeira devoção age melhor ainda, porque não somente não prejudica qualquer espécie de vocação ou de tarefa, como ainda as engrandece e embeleza.
Todas as variedades de jóias lançadas no mel se tornam mais brilhantes, cada qual segundo a sua cor; assim também cada um se torna mais agradável e perfeito na sua vocação se esta for conjugada com a devoção: a atenção à família torna-se mais paciente, o amor entre marido e mulher mais sincero, mais fiel o serviço que se presta ao príncipe, e mais suave e agradável o desempenho de todas as ocupações.
É um erro, se não mesmo uma heresia, querer banir a vida devota do regimento dos soldados, da oficina dos operários, da corte dos príncipes, do lar das pessoas casadas. É certo, Filoteu, que a devoção puramente contemplativa, monástica e religiosa não pode exercer-se em tais ocupações; mas para além destas três espécies de devoção, existem muitas outras próprias para o aperfeiçoamento daqueles que vivem nos estados seculares.

Onde quer que estejamos, podemos e devemos aspirar à vida perfeita.




quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

 
 PARÓQUIA DE ALMODÔVAR


Quinta, 23 de janeiro de 2014


  Esquema da página:

  Liturgia do dia
  Oração bíblica na base das leituras da Missa do dia
  Intenções do Apostolado da Oração para o mês corrente
  Atividades paroquiais
  A voz do Pastor



Quinta da II semana do tempo comum


 

Quinta
________________________________
Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 1 Sam 18, 6-9: 19, 1-7; Sal 55 (56), 2-3. 9-10ab. 10c-11. 12-13; Ev Mc 3, 7-12
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Santo Ildefonso, padroeiro de Almodôvar

missa

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 65, 4
Toda a terra Vos adore, Senhor,
e entoe hinos ao vosso nome, ó Altíssimo.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
que governais o céu e a terra,
escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo
e concedei a paz aos nossos dias.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I 1 Sam 18, 6-9; 19, 1-7
«Saul, meu pai, quer matar-te»

Leitura do Primeiro Livro de Samuel

Naqueles dias, quando David regressava, depois de ter matado o filisteu, saíram as mulheres de todas as cidades de Israel ao encontro do rei Saul, a cantar e a dançar alegremente, ao som de sistros e tamborins. Iam dançando e cantando em coro: «Saul matou mil, David matou dez mil». Saul ficou muito irritado. Levou a mal estas palavras e exclamou: «Dão dez mil a David, e a mim apenas mil. Só lhe falta ser rei». E a partir desse dia, Saul começou a ver David com maus olhos. Falou então a seu filho Jónatas e a todos os seus oficiais em dar a morte a David. Mas Jónatas, filho de Saul, era muito amigo de David e foi preveni-lo, dizendo-lhe: «Saul, meu pai, quer matar-te. Toma cuidado; amanhã cedo procura fugir e esconde-te em lugar seguro. Eu sairei e estarei junto de meu pai, no campo onde estiveres, e então lhe falarei em teu favor. Verei o que se passa e depois te avisarei». Jónatas falou em favor de David a seu pai, dizendo-lhe: «Não queira o rei fazer mal ao seu servo David. Ele não te fez nenhum mal; pelo contrário, tudo o que ele fez foi muito vantajoso para ti. Arriscou a vida e matou o filisteu e o Senhor deu assim uma grande vitória a Israel. Tu próprio o viste e ficaste contente. Porque irias pecar, derramando sangue inocente, ao dares a morte a David sem razão?». Saul atendeu às palavras de Jónatas e fez este juramento: «Tão certo como o Senhor estar vivo, David não morrerá». Então Jónatas falou a David, referindo-lhe as palavras do rei. Depois trouxe David para junto de Saul e David continuou ao serviço do rei como antes.

Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 55 (56), 2-3.9-10ab.10c-11.12-13 (R. 5b)
Refrão: Em Deus confio e nada temo. Repete-se

Compadecei-Vos de mim, Senhor,
porque os homens me calcam aos pés
e lutam sem descanso para me oprimir.
Os meus inimigos esmagam-me sem tréguas
são tantos, ó Altíssimo, os que me fazem guerra. Refrão

Vós contastes os passos da minha vida errante
e recolhestes as minhas lágrimas.
Recuarão os meus inimigos,
no dia em que eu Vos invocar. Refrão

Bem sei que Deus está por mim;
e eu enalteço a palavra de Deus,
enalteço a promessa do Senhor. Refrão

Em Deus confio e nada temo:
que poderão fazer-me os homens?
Meu Deus, hei-de cumprir as minhas promessas,
oferecer-Vos-ei sacrifícios de acção de graças. Refrão

ALELUIA cf. 2 Tim 1, 10
Refrão: Aleluia Repete-se
Jesus Cristo, nosso Salvador, destruiu a morte
e fez brilhar a vida por meio do Evangelho.
Refrão

EVANGELHO Mc 3, 7-12
«Os espíritos impuros gritavam: ‘Tu és o Filho de Deus’.
Jesus proibia-os severamente que o dessem a conhecer»


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo, Jesus retirou-Se com os seus discípulos a caminho do mar e acompanhou-O uma numerosa multidão que tinha vindo da Galileia. Também da Judeia e de Jerusalém, da Idumeia e da Transjordânia e dos arredores de Tiro e de Sidónia, veio ter com Jesus uma grande multidão, por ouvir contar tudo o que Ele fazia. Disse então aos seus discípulos que Lhe preparassem uma barca, para que a multidão não O apertasse. Como tinha curado muita gente, todos os que sofriam de algum padecimento corriam para Ele, a fim de Lhe tocarem. Os espíritos impuros, quando viam Jesus, caíam a seus pés e gritavam: «Tu és o Filho de Deus». Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer.

Palavra da salvação.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei-nos, Senhor,
a graça de participar dignamente nestes mistérios,
pois todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício
realiza-se a obra da nossa redenção.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 22, 5
Para mim preparais a mesa
e o meu cálice transborda.

Ou 1 Jo 4, 16
Nós conhecemos e acreditámos
no amor de Deus para connosco.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade,
para que vivam unidos num só coração e numa só alma
aqueles que saciastes com o mesmo pão do Céu.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


.
«Não se procure a Deus no admirável e maravilhoso, mas no habitual e quotidiano».

Jose Antonio Pagola


MÉTODO DE ORAÇÃO BÍBLICA


     1. Leitura: Lê, respeita, situa o que lês
     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste

     2. Meditação: Interioriza, dialoga, atualiza o que leste

     - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida” 
     3. Oração: Louva o Senhor, suplica, escuta

     - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra

LEITURA: 1 Sam 18, 6-9; 19, 1-7: A inveja leva Saul a procurar dar a morte a David. Salva-o a amizade de Jónatas. As limitações dos homens não impedem a realização dos desígnios de Deus, mas podem, muitas vezes, impedir que esses desígnios se cumpram da maneira mais conforme ao modo como Deus quereria que eles se cumprissem. A inveja é, de facto, forma de egoísmo de consequências muito tristes.  

Mc 3, 7-12 :Jesus é procurado sobretudo pelos que mais precisam. É natural. E Ele mostra-Se-lhes como a fonte da vida; por isso, cura os doentes, como sinal de que tinham chegado finalmente os tempos preditos pelos profetas. Mas quer acima de tudo que as pessoas O encontrem na fé, e não vejam n’Ele apenas um simples benfeitor ou uma pessoa que arrasta multidões. A fé há-de nascer no coração e não na exaltação momentânea, fruto de emoção.

MEDITAÇÃO: Pretender ocupar o centro nas nossas homilias – como que anunciar-se a si mesmo – impede que a o principal da mensagem – Jesus, -  seja manifesto.

 ORAÇÃO: - Senhor, que não me sinta o centro das atenções, mas que unicamente Te anuncie a Ti.


INTENÇÕES DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO

Janeiro
Universal Desenvolvimento económico
Para que seja promovido um autêntico desenvolvimento económico, respeitoso da dignidade de todas as pessoas e de todos os povos.

Pela EvangelizaçãoUnidade dos cristãos
Para que os cristãos das diversas confissões caminhem em direção à unidade desejada por Cristo.


ATIVIDADES PAROQUIAIS
                           
                   09.00 horas: Missa em Almodôvar
                   17.00 horas: Catequese infantil
                   21.00 horas: adoração ao Santíssimo
                                                          
                           
                  



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

 
 PARÓQUIA DE ALMODÔVAR


Quarta, 22 de janeiro de 2014


  Esquema da página:

  Liturgia do dia
  Oração bíblica na base das leituras da Missa do dia
  Intenções do Apostolado da Oração para o mês corrente
  Atividades paroquiais
  A voz do Pastor



Quarta da II semana do tempo comum


 

Quarta
_________________________________________________________________________

S. Vicente, diácono e mártir – MF
Verde ou verm. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 1 Sam 17, 32-33. 37. 40-51; Sal 143 (144), 1. 2. 9-10; Ev Mc 3, 1-6
_______________________________________________
        
S. VIVENTE, Diácono e mártir

Vicente, diácono da Igreja de Saragoça, morreu mártir em Valência (Espanha) durante a perseguição de Diocleciano, depois de sofrer cruéis tormentos. O seu culto logo se propagou por toda a Igreja.

*********
missa da feria

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 65, 4
Toda a terra Vos adore, Senhor,
e entoe hinos ao vosso nome, ó Altíssimo.

ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
que governais o céu e a terra,
escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo
e concedei a paz aos nossos dias.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I 1 Sam 17, 32-33.37.40-51
«Com uma funda e uma pedra, David triunfou do filisteu»

Leitura do Primeiro Livro de Samuel

Naqueles dias, David foi levado à presença do rei Saul e disse- -lhe: «Ninguém desanime por causa de Golias. O teu servo irá lutar contra esse filisteu». Mas Saul respondeu-lhe: «Não podes avançar contra esse filisteu para o combateres, porque não passas dum rapazinho, ao passo que ele é homem de guerra desde a sua juventude». David respondeu a Saul: «O Senhor, que me livrou das garras do leão e do urso, me livrará das mãos desse filisteu». Então Saul disse a David: «Vai, e que o Senhor esteja contigo». David tomou o seu cajado nas mãos, escolheu na torrente cinco pedras bem lisas e meteu-as no seu surrão de pastor. Depois, com a funda na mão, avançou contra o filisteu. O filisteu foi-se aproximando pouco a pouco de David, levando à frente o seu escudeiro. Quando olhou e viu David, desprezou-o, porque era um rapaz novo; era loiro e de bela aparência. Disse então a David: «Sou porventura algum cão, para vires contra mim de pau na mão?». E amaldiçoou David em nome dos seus deuses. E acrescentou: «Vem ao meu encontro e eu darei a tua carne às aves do céu e aos animais do campo». Mas David respondeu ao filisteu: «Tu vens contra mim armado de espada, lança e azagaia, e eu vou contra ti em nome do Senhor do Universo, o Deus dos exércitos de Israel, que tu desafiaste. O Senhor vai entregar-te hoje mesmo nas minhas mãos. Eu te matarei e te cortarei a cabeça e darei hoje o teu cadáver e os cadáveres dos filisteus às aves do céu e aos animais selvagens. Então saberá toda a terra que há um Deus em Israel e toda a gente há-de ver que não é pela espada ou pela lança que o Senhor concede a salvação. Porque esta guerra é do Senhor e Ele vos entregará em nossas mãos». Quando o filisteu avançou e veio ao encontro de David, também este correu velozmente contra o filisteu. Meteu a mão no surrão, tirou uma pedra, arremessou-a com a funda e atingiu o filisteu na fronte. A pedra cravou-se-lhe na testa e ele caiu de bruços no chão. Foi assim, com uma funda e uma pedra, que David triunfou do filisteu e o feriu mortalmente, sem ter uma espada na mão. David correu para o filisteu e parou junto dele, tirou-lhe a espada da bainha e acabou de o matar, cortando-lhe a cabeça. Ao verem morto o seu herói, os filisteus puseram-se em fuga.

Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 143 (144), 1.2.9-10 (R. 1a)
Refrão: Bendito seja o Senhor, que é o rochedo do meu refúgio. Repete-se

Bendito seja o Senhor, o meu refúgio,
que adestra as minhas mãos para a luta
e os meus dedos para o combate. Refrão

O Senhor é meu amparo e minha cidadela,
meu baluarte e meu libertador.
O Senhor é meu escudo e meu abrigo:
Ele submete os povos ao meu poder. Refrão

Vou cantar-Vos, meu Deus, um cântico novo,
vou celebrar-Vos ao som da harpa,
a Vós que dais aos reis a vitória
e salvastes David, vosso servo. Refrão

ALELUIA cf. Mt 4, 23
Refrão: Aleluia. Repete-se
Jesus proclamava o Evangelho do reino
e curava todas as doenças entre o povo
. Refrão

EVANGELHO Mc 3, 1-6
«Será permitido ao sábado salvar a vida ou tirá-la?»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Jesus entrou de novo na sinagoga, onde estava um homem com uma das mãos atrofiada. Os fariseus observavam Jesus para verem se Ele ia curá-lo ao sábado e poderem assim acusá-l’O. Jesus disse ao homem que tinha a mão atrofiada: «Levanta-te e vem aqui para o meio». Depois perguntou-lhes: «Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?». Mas eles ficaram calados. Então, olhando-os com indignação e entristecido com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão». Ele estendeu-a e a mão ficou curada. Os fariseus, porém, logo que saíram dali, reuniram-se com os herodianos para deliberarem como haviam de acabar com Ele.

Palavra da salvação.

ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei-nos, Senhor,
a graça de participar dignamente nestes mistérios,
pois todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício
realiza-se a obra da nossa redenção.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 22, 5
Para mim preparais a mesa
e o meu cálice transborda.

Ou 1 Jo 4, 16
Nós conhecemos e acreditámos
no amor de Deus para connosco.

ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade,
para que vivam unidos num só coração e numa só alma
aqueles que saciastes com o mesmo pão do Céu.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.



.
«Para Jesus, o próximo ocupa o espaço da lei».                                                                                        


MÉTODO DE ORAÇÃO BÍBLICA


     1. Leitura: Lê, respeita, situa o que lês
     - Detém-te no conteúdo de fé e da passagem que leste

     2. Meditação: Interioriza, dialoga, atualiza o que leste

     - Deixa que a passagem da Palavra de Deus que leste “leia a tua vida” 
     3. Oração: Louva o Senhor, suplica, escuta

     - Dirige-te a Deus que te falou através da Sua Palavra

LEITURA: 1 Sam 17, 32-33.37.40-51: A vitória de David sobre Golias, o filisteu, manifesta, por um lado, o poder de Deus, sempre maior do que as fracas forças do homem, e, por outro, que Deus revela esse seu poder sobretudo nas circunstâncias mais frágeis dos homens. A glória do homem é estar nas mãos de Deus, e poder servir de instrumento, para que Deus realize, por meio dele, a sua obra, que é sempre de salvação para os homens.
 
Mc 3, 1-6: De novo, Jesus procura fazer compreender o sentido profundo das observâncias religiosas, particularmente do descanso do sábado. Mas, os que O observam e acusam não são bem intencionados, não os move o zelo sincero, mas o ódio. Por isso, eles nunca entenderão nem as palavras nem as ações do Senhor. São voluntariamente cegos. E é este o maior dos pecados.
 
MEDITAÇÃO: Quando não damos importância ao sofrimento das pessoas, estamos contradizendo a vontade de Deus que procura sempre a vida e a libertação do ser humano. Cega-nos o mito do progresso, que nos impede de perceber tantos sofrimentos, crueldades e conflitos que continuam presentes no nosso mundo. Devemos fazer o bem ou o mal, salvar o homem ou deixá-lo morrer?

 ORAÇÃO: - Senhor, que procure a felicidade cheia de humanidade.


INTENÇÕES DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO

Janeiro
Universal Desenvolvimento económico
Para que seja promovido um autêntico desenvolvimento económico, respeitoso da dignidade de todas as pessoas e de todos os povos.

Pela EvangelizaçãoUnidade dos cristãos
Para que os cristãos das diversas confissões caminhem em direção à unidade desejada por Cristo.


ATIVIDADES PAROQUIAIS
                           
                   09.00 horas: Missa em Almodôvar
                                                           + Vasco Mendes Catarino
                                                          

                   15.30 horas: Missa em Corte Zorrinho
                                                           + Francisco e Bárbara Joaquina
                                                           + José Silva Guerreiro e familiares falecidos
                                                           + Manuel Nunes Silva e pai.

                   17.00 horas: catequese infantil
                           
                  


A VOZ DO PASTOR:

Reformas e Renovação

1.    Reforma do Estado e da Igreja
Nos últimos anos, sobretudo depois de estarmos a ser governados sob um programa de assistência económica, a troika, muito se tem falado da necessidade de reforma do Estado, mas pouco se sabe como será, para além da necessidade de reduzir a despesa e aumentar a receita. Cresceram as desigualdades e não se tem conseguido a verdadeira reforma, em ordem a criar um Estado mais justo, em que ninguém é excluído do bem estar, embora se deva premiar o mérito e a responsabilidade.
Não é fácil governar em tempo de crise, fazer uma distribuição justa e equitativa dos encargos, para ajudar a vencer as dificuldades. Costuma-se dizer que a união faz a força e que isso mais necessário se torna em tempo de crise. Por isso não compreendo, e creio que a maioria do povo português também não, porque os políticos que elegemos e os seus respetivos partidos não procuram entender-se, para apontar soluções viáveis que mereçam a nossa confiança e daqueles que nos emprestam dinheiro.
Sem vontade de procurarmos o bem comum, o bem do país e do nosso povo, pondo isso acima dos interesses partidários e de grupos, não conseguiremos sair de cabeça erguida da presente crise, sem vendermos a nossa dignidade e nos dobrarmos perante os poderosos, sejam eles o poder económico e financeiro ou os países ricos.
Isto implica não apenas uma reforma do Estado, mas também uma renovação das pessoas e suas organizações sociais, económicas e laborais. A Igreja e as religiões podem contribuir para a criação duma nova mentalidade de renovação, a partir do interior da pessoa e das suas relações fundamentais, a começar pela família. Para nos ajudar a refletir, refiro apenas a resposta de Jesus aos seus discípulos, quando estes se admiravam de não conseguir expulsar certos espíritos maus: Pela vossa pouca fé... (Mt 17, 20 ss).

2.    Renovação da Igreja
O Papa Francisco, com gestos, atitudes e palavras simples e diretas, tem chamado a nossa atenção para a necessidade de renovar e rejuvenescer a Igreja. Por vezes corremos o perigo de nos deixarmos arrastar pela interpretação feita pela comunicação social, como se o Papa pusesse de lado as normas da Igreja, sobretudo as contidas no Código de Direito Canónico. Embora nem todas as normas tenham o mesmo valor e algumas possam mudar com o evoluir dos tempos ou de acordo com a diversidade cultural nos diversos continentes, no entanto a mudança não pode ser arbitrária, deixada ao critério dos fiéis ou dos ministros ordenados, sejam eles bispos, padres ou diáconos.
É sabido que a norma suprema do direito da Igreja é a salvação das almas. Jesus não encarnou para nos condenar, mas para nos salvar. Mas da nossa parte temos de aceitar a salvação, acolhendo com fé esse dom e procurando viver de acordo com ele. Vem isto a propósito do facto de o Papa ter batizado na festa do Batismo do Senhor 32 crianças, entre elas uma filha de mãe solteira e outra de um casal sem o sacramento do matrimónio. Nada foi dito acerca das circunstâncias em que foram realizados esses batismos e pouco se falou da insistência do Papa na obrigação grave dos adultos serem testemunhas da fé junto das crianças e  lhes transmitirem a fé. É isto que por vezes falta naqueles que pedem o batismo de crianças. Por isso a Igreja, em alguns casos, não recusa o batismo, mas adia para mais tarde, para quando haja condições de as crianças receberem o testemunho e transmissão da fé, seja através dos adultos intervenientes seja através da catequese na comunidade paroquial.
O critério da salvação das almas e da obrigação da família e das comunidades cristãs transmitirem a fé às crianças mantem-se na missão da Igreja. É dever da hierarquia avaliar as condições, acolher bem quem pede o batismo, explicar as razões dos nossos procedimentos pastorais, deixando sempre a porta e a janela da Igreja abertas para quem quer entrar, para ser membro vivo da comunidade cristã.

† António Vitalino, bispo de Beja