pARÓQUIA
DE ALMODÔVAr
Quinta, 31 de Janeiro
Esquema da página:
I.
Liturgia do dia
II.
Frase do dia
III.
Oração bíblica na base
das leituras da Missa do dia
IV.
Intenções do
Apostolado da Oração para o mês corrente.
V.
Atividades da paróquia
VI.
A voz do Pastor.
LITURGIA DIA A DIA
Terça da
III Semana do tempo comum
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S. JOÃO BOSCO, presbítero
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31 Janeiro
Nota
Histórica:
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Nasceu em 1815 perto de
Castelnuovo na diocese de Turim. Sofreu muitas privações nos primeiros
anos. Ordenado sacerdote, consagrou todas as suas energias à educação da
juventude e com esse fim fundou várias obras, sobretudo a Sociedade de S.
Francisco de Sales (Salesianos). Escreveu também vários opúsculos de
cultura religiosa. Morreu em 1888.
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ANTÍFONA
DE ENTRADA Salmo 95, 1.6
Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira.
Glória e poder na sua presença,
esplendor e majestade no seu templo.
ORAÇÃO COLETA
Deus todo-poderoso e eterno,
dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade,
para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras,
em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
LEITURA I (anos ímpares) Hebr 10,
19-25
«Conservemos
firmemente a esperança que professamos
e estimulemo-nos mutuamente à caridade»
Leitura da Epístola aos Hebreus
Tendo
nós plena confiança de entrar no santuário por meio do sangue de Jesus, por
este caminho novo e vivo que Ele nos inaugurou através do véu, isto é, o
caminho da sua carne, e tendo tão grande sacerdote à frente da casa de
Deus, aproximemo-nos de coração sincero, na plenitude da fé, tendo o
coração purificado da má consciência e o corpo lavado na água pura. Conservemos
firmemente a esperança que professamos, pois Aquele que fez a promessa é
fiel. Velemos uns pelos outros, para nos estimularmos à caridade e às boas
obras, sem abandonarmos a nossa assembleia, como é costume de alguns, mas
exortando-nos mutuamente, tanto mais quanto vedes que se aproxima o dia do
Senhor.
Palavra
do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 23
(24), 1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6)
Refrão: Esta é a geração dos que
procuram o Senhor. Repete-se
Do Senhor é a terra e o que nela existe,
o mundo e quantos nele habitam.
Ele a fundou sobre os mares
e a consolidou sobre as águas. Refrão
Quem poderá subir à montanha do Senhor?
Quem habitará no seu santuário?
O que tem as mãos inocentes e o coração puro,
que não invocou o seu nome em vão nem jurou falso. Refrão
Este será abençoado pelo Senhor
e recompensado por Deus, seu Salvador.
Esta é a geração dos que O procuram,
que procuram a face do Deus de Jacob. Refrão
ALELUIA Salmo 118 (119), 105
Refrão: Aleluia Repete-se
A vossa palavra, Senhor, é farol para os meus passos
e luz para os meus caminhos. Refrão
EVANGELHO Mc 4, 21-25
«Traz-se
a lâmpada para ser posta no candelabro.
Com a medida com que medirdes vos será medido»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele
tempo, disse Jesus à multidão: «Quem traz uma lâmpada para a pôr debaixo do
alqueire ou debaixo da cama? Não se traz para ser posta no candelabro?
Porque nada há escondido que não venha a descobrir-se, nem oculto que não
apareça à luz do dia. Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça». Disse-lhes
também: «Prestai atenção ao que ouvis: Com a medida com que medirdes vos
será medido e ainda vos será acrescentado. Pois àquele que tem
dar-se-lhe-á, mas àquele que não tem até o que tem lhe será tirado».
Palavra
da salvação.
ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor,
e santificai os nossos dons,
a fim de que se tornem para nós fonte de salvação.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 33, 6
Voltai-vos para o Senhor e sereis
iluminados,
o vosso rosto não será confundido.
Ou Jo 8, 12
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor.
Quem Me segue não anda nas trevas,
mas terá a luz da vida.
ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus omnipotente, nós Vos pedimos
que, tendo sido vivificados pela vossa graça,
nos alegremos sempre nestes dons sagrados.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
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«Onde a moral e a
religião são remetidas para o âmbito do exclusivamente privado, faltam os meios
para formar e manter uma comunidade
unida».
Bento XVI
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Método de oração Bíblica
1. Leitura: Lê, respeita, situa o
que lês
- Detém-te no conteúdo de fé e da passagem
que leste
2. Meditação: Interioriza, dialoga,
atualiza o que leste
- Deixa que a passagem da Palavra de Deus
que leste “leia a tua vida”
3. Oração: Louva o Senhor, suplica,
escuta
- Dirige-te a Deus que te falou através da
Sua Palavra.
LEITURA
- Hebr 10, 19-25:
O escritor sagrado faz um grande apelo à fidelidade. São muitos os motivos da
nossa esperança e, por isso, não tem sentido o desânimo nem pode haver lugar
para desleixos. Jesus Cristo, o Sacerdote da nova Aliança, abriu o caminho a
todos para chegarmos ao Santuário celeste. Toda a nossa vida sobre a terra
há-de ser avançar, na fé, na esperança e na caridade, para esse Santuário,
vivendo na Casa de Deus, que é a Igreja, na prática das boas obras, fiéis à
assembleia litúrgica, onde a fé se anima e a comunidade se constrói.
Mc 4, 21-25: Quatro pequenas
parábolas estão aqui resumidas. São afirmações genéricas, que podem ter
aplicação em circunstâncias diversas, mas aqui parecem aplicar-se à atitude que
se deve ter diante da doutrina de Jesus, a luz que é preciso difundir,
generosamente, de mãos largas, que isso aproveitará a quem a recebe e a quem a
dá. A palavra de Deus é como uma lâmpada; o seu sentido deve ser revelado, para
que sejam manifestos aos homens os desígnios de Deus.
MEDITAÇÃO:-
A leitura da realidade que o
evangelho de hoje faz do seu tempo, serve-nos de método para a análise dos
tempos atuais, em que devemos viver com um espírito bem desperto. Hoje é
preciso ter de coração aberto à proximidade de Deus, apoiar no dia a dia a
nossa esperança nessa presença fiel que nos ampara, e olhar com estímulo os
nossos irmãos, para que vivam no amor participando na comunidade cristã na qual
nos animamos mutuamente.
ORAÇÃO: Creio,
Senhor, na força da tua Palavra. Creio que pode preparar a terra que sou. Creio
e confio!
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INTENÇÕES DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO:
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INTENÇÕES
DO SANTO PADRE – JANEIRO 2013
Intenção
Geral
CONHECER CRISTO, TESTEMUNHAR A FÉ
Para
que, neste Ano da Fé, os cristãos aprofundem o conhecimento do mistério de
Cristo e testemunhem a própria fé com alegria.
Intenção Missionária
CRISTÃOS DO MÉDIO ORIENTE
Para
que as comunidades do Médio Oriente recebam, do Espírito Santo, a força da
fidelidade e da perseverança, particularmente quando são discriminadas
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ATIVIDADES PAROQUIAIS:
09.00 horas: Missa em Almodôvar
17.00 horas: catequese
juvenil
21.00 horas: adoração ao Santíssimo.
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A
VOZ DO PASTOR:
Testemunhas
da fé em tempo de crise
1.
O que se espera da Igreja
É frequente baterem à
porta das igrejas, sobretudo das casas paroquiais e também episcopais, não para
buscar instrução ou apoio espiritual e moral nas dificuldades, mas para pedir
ajuda material. Muitos usam o telefone, a internet e alguns também o correio,
para expor os seus problemas económicos e financeiros, em alguns casos
exagerando, para suscitar a compaixão. Quando se dispõe de algum tempo e se
investiga discretamente, descobrimos, por vezes, alguns profissionais da
pedincha e que vivem desafogadamente. Em tempo de verdadeira crise e de muitos
casos de pobreza envergonhada, há quem se aproveite, prejudicando aqueles que
verdadeiramente precisam de ser ajudados. Por isso os trabalhadores sociais, as
instituições e o voluntariado devem desenvolver práticas de proximidade, para
que ninguém fique esquecido nas suas verdadeiras necessidades e os escassos
meios disponíveis possam ser canalizados para quem precisa.
Talvez todos sejamos
culpados desta mentalidade materialista e assistencialista que apenas espera da
Igreja ajuda material, quando a sua verdadeira missão é de despertar nas
pessoas a sua verdadeira e profunda dignidade, em que a fé, a esperança, a
caridade, o amor e a entreajuda fraterna desempenham um papel importante na
solução dos problemas. A pessoa humana não se alimenta e satisfaz apenas com o
bem estar material. Já o apóstolo Pedro dizia ao mendigo que estava à porta do
templo a pedir esmola: ouro nem prata não
tenho, mas o que tenho isso te dou: em nome do Senhor Jesus te ordeno:
levanta-te e anda (Act 3, 6).
Muitos portugueses
sofrem pelo desemprego, pela falta de recursos para fazer frente aos seus
compromissos familiares, sociais e culturais. Mas a maior doença que nos bate à
porta é a depressão por falsas esperanças e projetos não realizados. A ambição
material, o individualismo e a falta de planeamento têm atirado com muitas
pessoas e empresas para a bancarrota e a falência. Nisto precisamos todos de
nos converter e reestruturar as nossas vidas e fortalecer os nossos laços
familiares e sociais, tornando-nos mais próximos e atentos uns aos outros.
2. Testemunhas da fé e do amor ao
próximo
No dia 2 de Fevereiro,
a Igreja celebra a festa litúrgica da Apresentação do Senhor e associa a essa
festa o dia da vida consagrada, ou seja, daqueles e daquelas que, por amor a
Jesus Cristo e ao Seu Reino, que inclui toda a criação, se desprenderam dos
bens materiais, do projeto de constituir família pelo casamento e de planear a
vida a partir das suas próprias ideias e vontade e se consagraram a Deus ao
serviço da Igreja, inserindo-se numa comunidade de irmãos e irmãs que abraçaram
o mesmo ideal de vida. São as comunidades de vida consagrada ou religiosa,
popularmente denominadas de frades e de freiras.
No decurso da história
apareceram muitos movimentos de vida consagrada, mantendo-se uns e outros
desapareceram. A Igreja e o mundo deve muito a estes movimentos e Portugal
também. Muitos testemunhos de oração, de amor a Deus e ao próximo, de obras
culturais e sociais tiveram aí a sua origem. Quando Portugal entrou na Nato,
uma alta patente militar do Reino Unido veio ao nosso país inspecionar os
nossos quarteis. No final exclamou: se em
Portugal não tivesse havido monges e frades, também não haveria quarteis.
Na realidade, muitos dos antigos conventos, com a exclaustração em 1834,
passaram a edifícios públicos. Até então a vida cristã no Alentejo era
assegurada sobretudo a partir dos conventos.
A construção da
identidade cristã dos portugueses deve muito aos consagrados. Ainda hoje se
fala com muito carinho dos missionários e das irmãs. Mas o seu grande
testemunho e ajuda foi e é sobretudo de ordem espiritual. Quantas pessoas,
depois de exporem as suas mágoas a um missionário ou irmã, partem para as suas
vida com outra atitude!
É esta alma e este
espírito que falta a muitos, de uma parte e de outra, para levantar o ânimo dos
portugueses. Por isso já muitos reconheceram que as causas da presente crise
não são apenas de ordem económica e financeira. E também não o será o remédio
para a cura.
O
Papa Bento XVI, na carta Porta da Fé (nº 13), com a qual convocou o Ano da Fé
que estamos a viver, afirma: Pela fé,
homens e mulheres consagraram a sua vida a Cristo, deixando tudo para viver em
simplicidade evangélica a obediência, a pobreza e a castidade, sinais concretos
de quem aguarda o Senhor, que não tarda a vir. Pela fé, muitos cristãos se
fizeram promotores de uma acção em prol da justiça, para tornar palpável a
palavra do Senhor, que veio anunciar a libertação da opressão e um ano de graça
para todos (cf. Lc 4, 18-19).
Imploremos
do Senhor o dom de homens e mulheres que assim nos testemunhem a fé, vivida no
desprendimento, na vida fraterna e no amor ao próximo. Obrigado, irmãs e
consagrados que viveis nesta diocese de Beja, pelo vosso testemunho de fé e de vida
apostólica.
†
António Vitalino, Bispo de Beja